samedi 5 mai 2012

VARAL ESTENDIDO! SAIU A REVISTA DE MAIO/JUNHO!

Se uma palavra pudesse definir neste momento a o Varal do Brasil, esta seria “felicidade”. 

E isto porque estamos vivendo um momento de plenitude após ter participado com êxito do 26o. Salão Internacional do Livro e da Imprensa da cidade de Genebra, Suíça, quando lá estivemos com quatorze autores para autógrafos e quase cem títulos dos mais de trezentos disponíveis na Livraria Varal do Brasil.

Foram momentos intensos, de muita emoção. O contato direto com o leitor se fez e muitos que ainda não conheciam nosso trabalho passaram não só a conhecer, mas também desde já a participar.

Estamos caminhando para o terceiro ano da revista em 2012 e já vamos lançar a segunda antologia (Varal Antológico 2). Desta vez vamos a Salvador (BA), Brumadinho (MG) e Belo Horizonte (MG).

Em Salvador contamos com o talento e preciosa colaboração do escritor Valdeck Almeida de Jesus e da escritora Renata Rimet.

Em Brumadinho contamos com as mãos e o coração da escritora Norália de Mello Castro que, juntamente com a Prefeitura daquela cidade e a Casa da Cultura Carmita Passos, fizeram deste sonho uma realidade.

Em Belo Horizonte contamos com a internacionalmente conhecida escritora e fomentadora cultural Clevane Pessoa de Araújo Lopes que nos levará a uma maravilhosa Conversa ao Pé do Fogão na Lagoa do Nado, organizada pelo escritor Marcos Llobus.

Estar em Salvador, Brumadinho e em Belo Horizonte para nós é uma grande honra e só podemos agradecer o empenho e o calor humano destes escritores que tanto fizeram para que isto se tornasse possível; assim como a presença, dedicação e carinho de todos os envolvidos que precisaríamos de páginas para citar, mas que o coração alinha, com toda certeza, na memória.

Estamos felizes.

Todos os dias chegam novas pessoas para escrever conosco e nossa alegria de fazer tudo “sem frescuras” tem contagiado muita gente. Não há idade que nos separe, mas sim a vocação que nos une!

Continuemos assim. Sem frescuras e sem fronteiras. Um brinde à simplicidade!

Jacqueline Aisenman

Editora-Chefe

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 16

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

(A partir de segunda-feira, colocaremos vários vídeos gravados durante o Salão, no stand do Varal do Brasil)

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 15

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 14

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 13

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Depoimento gravado por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 12

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 11

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 10

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 9

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 8

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Salão do Livro de Genebra - Presença Varal do Brasil 7

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Depoimentos gravados por Marcelo Candido Madeira

Crônica da Urda


CENTELHAS DE VIDA

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Era uma vez, lá no Paraíso Terrestre, quando Deus criou Adão e Eva e todos os animais, criou Ele, também, um casal de cachorrinhos. Viviam todos, lá, muito felizes, e se não fosse a preocupação de Eva e Adão de provarem dos frutos da Árvore do Bem e do Mal, a festa lá ainda não teria acabado, e ninguém passaria nenhum tipo de privação neste mundo.
Bem, o fato é que lá, junto com Adão e Eva, havia um casal de cachorrinhos, e que enquanto Eva era tentada pela Serpente, os cachorrinhos, muito naturalmente, tiveram seus primeiros filhotes, que tiveram outros filhotes, que tiveram outros filhotes, até que um dia, milhares de anos depois, nasceram os dois cachorrinhos que vivem na rua do lado da minha casa.
Eu comecei a vê-los no começo deste inverno que está tão frio: dois cachorrinhos amarelos, dos mais legítimos vira-latas, a saírem para a entrada da rua, bem na minha esquina, para ficarem ao sol que chega antes na esquina do que na casa deles. Pequenas centelhas de vida explodindo de inteligência e alegria, eles sabem  exatamente a hora em que o sol chega a um pedaço quadrado de asfalto na saída da rua, e lá vêm, lépidos e alegres, a balançarem seus rabinhos na efusão gratuita de viver, para aproveitarem o calor fraco do sol e se aquecerem.
Como se divertem os dois bichinhos! Eles ainda são cachorrinhos muito novos, mal e mal deixaram de ser bebês, e a idade adulta deve vir só lá pelo verão. Estão naquela fase em que os cachorrinhos gostam de roer os chinelos das pessoas, e onde a alegria é infinita dentro dos corpinhos peludos e inquietos de tanta vida. Naquele quadrado de sol da esquina da minha rua, eles se aquecem com os focinhos erguidos, e brincam, alternadamente, brincam um com o outro tendo a certeza de que a coisa mais importante deste mundo é brincar. Eles conhecem todas as crianças da redondeza, e todas as crianças os conhecem – quando elas passam, cedinho, em direção da escola, eles interrompem suas brincadeiras para fazerem festa às crianças, e acompanham-nas um bom estirão pelas calçadas, até lembrarem-se que têm seu quadrado de sol no mundo, e voltarem à minha esquina.
Conhecem gente grande também: recentemente, quis saber mais sobre eles. Minha amiga Margarida contou-me que se chamam Toco e Bilú, e Margarida é uma mulher séria, tesoureira de um banco, o tipo de pessoa que a gente não pensa que sabe o nome de dois cachorrinhos de nada, duas centelhazinhas de vida que surgiram no começo do inverno num quadrado de sol. Depois que Margarida contou-me até o nome deles é que vi o quanto estão populares em toda a vizinhança.
Sabedora, agora, dos seus nomes, ontem de manhã fui lá falar com eles. O dia estava nublado, e o pedaço de sol não tinha aparecido na esquina. Os cachorrinhos, porém, sabiam perfeitamente onde ele iria surgir, se surgisse, estavam lá sentados,com cara de aborrecidos pela falta daquele amigo Sol que os tem aquecido desde que se lembram, na sua curta vida. Eles ainda não me conheciam – sempre os observo de longe, de dentro da garagem – e se mostraram indiferentes até que chamei:
– Toco!
Na hora descobri quem era Toco, pois ele veio pular em mim arrebentando de alegria, e foi só chamar “Bilú”, para que Bilú também entrasse num paroxismo de prazer e de pulos, ambos inteiramente cônscios da sua identidade neste mundo. Nasceram faz pouco tempo: da vida só conhecem o quadrado de sol e as crianças que passam, mas sabem muito bem como cada um se chama, e como ficam gratuitamente felizes quando um adulto se digna dar-lhe o pequeno nome que é quase tudo o que possuem!
Eles pularam e me lamberam até que eu tive de ir-me. Pelo retrovisor do carro, fiquei vendo como, depois da alegria de terem sido reconhecidos por um adulto, esqueceram-se de que o quadrado de sol não tinha vindo, naquele dia, e passaram a brincar com a mesma alegria de quando se sentiam aquecidos!
Se Adão e Eva não tivessem acabado comendo do fruto da Árvore do Bem e do Mal, cachorrinhos como Toco e Bilú nunca sentiriam frio, e nunca precisariam ficar brincando num quadrado de sol na esquina de uma rua, e não haveria na minha vida a luz das suas pequenas centelhas de vida. Até que Adão e Eva não erraram de todo!

Blumenau, 04 de agosto de 1996.
Urda Alice Klueger 

Quem cuida do cuidador?


Leonardo Boff
Teólogo eFilósofo
             
As primeiras e mais ancestrais cuidadoras são nossas mães e avós que desde o início da humanidade cuidaram de sua prole. Caso contrário, não estaríamos  aqui escrevendo  sobre o cuidado.
Neste contexto queremos mencionar duas figuras, verdadeiros arquétipos do cuidado: o médico suiço Albert Schweitzer (1875-1965) e a enfermeira inglesa Forence Nightingale (1820-1910).
Albert Schweitzer era exímio exegeta bíblico e um dos maiores concertistas de Bach de seu tempo.  Aos trinta anos já com fama em toda a Europa, largou tudo, estudou medicina para, no espírito das benaventuranças de Jesus, cuidar dos mais pobres dos pobres (os hansenianos) em Lambarene no Gabão. Numa de suas cartas  confessa explicitamente: ”o que precisamos não é de missionários que queiram converter os africanos, mas de pessoas dispostas a fazer aos pobres o que deve ser feito, se é que o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuem algum valor. Minha vida não está nem na arte nem na ciência mas em ser um simples ser humano que no espírito de Jesus faz algo por insignificante que seja”. Foi dos primeiros a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
            Por cerca de quarenta anos viveu e trabalhou num hospital por ele construido com o dinheiro de tournés de concertos de Bach. Nas poucas horas vagas, teve tempo para escrever vasta obra centrada na ética do cuidado e do respeito pela vida. Formulou assim seu lema: “a ética é a responsabilidade ilimitada por tudo o que existe e vive”. Numa outra obra  assevera:”a idéia chave do bem consiste em conservar a vida, desenvolvê-la e elevá-la ao mais alto valor; o mal consiste em destruir a vida, prejudicá-la e impedir que se desenvolvaplenamente; este é o princípio necessário, universal e absoluto da ética”.                     
            Outro arquétipo do cuidado foi a enfermeira inglesa Florence Nightingale. Humanista e profundamente religiosa, decidiu melhorar os padrões da enfermagem em seu país.
Em 1854 com outras 28 companheiras Florence se deslocou para  campo de guerra na Criméia da Turquia, onde se empregavam bombas de fragmentação que produziam muitos feridos. Aplicando no hospital militar,  a prática do rigoroso cuidado, em seis meses reduziu de 42% para 2% o número de mortos. Esse sucesso granjeou-lhe notoriedade universal.
De volta a seu pais e depois nos EUA, criou uma rede hospitalar que aplicava ocuidado como eixo  norteador da enfermagem e como sua ética natural. Florence Nightingale continua  a ser  uma referência inspiradora.
O operador da saúde é por essência um curador. Cuida dos outros como missão ecomo opção de vida. Mas quem cuida do cuidador, título de um belo livro do médico Dr. Eugênio Paes Campos (Vozes 2005)?
Partimos do fato de que o ser humano é, por sua natureza e essência, um ser de cuidado. Sente a predisposição de cuidar e a necessidade de ser ele também cuidado. Cuidar e ser cuidado são existenciais (estruturas permanentes) e indissociáveis.
É notório que o cuidar é muito exigente e pode levar o cuidador ao estresse. Especialmente se o cuidado constitui, como deve ser, não um ato esporádico mas uma atitude permanente e consciente. Somos limitados, sujeitos ao cansaço e à vivência de pequenos fracasos e decepções. Sentimo-nos sós. Precisamos ser cuidados, caso contrário, nossa vontade de cuidar se enfraquece. Que fazer então?
Logicamente, cada pessoa precisa enfrentar com sentido de resiliência (saber dar a volta por cima) esta situação dolorosa. Mas esse esforço não substitui o desejo de ser cuidado. É então que a comunidade  do cuidado, os demais operadores de saúde, médicos e o corpo de enfermagem devem entrar em ação.
  O enfermeiro ou a enfermeira, o médico e a médica sentem necessidade de seremtambém cuidados. Precisam se sentir acolhidos e revitalizados, exatamente, como as mães fazem com seus filhos e filhas. Outras vezes sentem necessidade do cuidado como suporte, sustentação e proteção, coisa que o pai proporciona a seus filhos e filhas.
Cria-se então o que o  pediatra  R. Winnicott chamava de “holding”, quer dizer, aquele conjunto de cuidados e fatores de animação que reforçam  o estímulo para continuarem no cuidado para com pacientes.
Quando este espírito de cuidado reina, surgem relações horizontais de confiança e de mútua cooperação, se superam os constrangimentos,  nascidos da necessidade de ser cuidado..
Feliz é o hospital  e mais felizes  são ainda aqueles pacientes que podem contar com um grupo de cuidadores. Já não haverá “prescrevedores” de receitas e aplicadores de fórmulas mas “cuidadores” de vidas enfermas que buscam saúde. A boa energia que se irradia do cuidado corrobora na cura.

Convite-desenvolvimento-exposição-MURAT


Programa Debates Culturais de sábado, dia 05 de maio de 2012


Aviso aos meus amigos que sábado, dia 05 de maio, o programa Debates Culturais terá, além de mim, Alessandro Lyra Braga, as presenças da coordenadora da Equipe Resgato – sociedade civil pelos direitos dos animais, Marli Moraesdo advogadoWalter Roque; do militar reformado e professor, Neves Cardoso; do presidente do Comitê de Sustentabilidade da Associação Comercial e Industrial de JacarepaguáRobert Barboza; e, do engenheiro de sistemas e publicitário, Jorge Paiva.

Conversaremos sobre a política salarial e previdenciária dos funcionários públicos federais. Debateremos ainda sobre as etapas dificuldades para a criação de um novo partido político no Brasil. Falaremos ainda sobre o sucateamento de nossas forças armadas. Debateremos ainda sobre o conceito de sustentabilidade. E ainda falaremos sobre a legalização em todo território nacional dos rodeios e vaquejadas.

O programa Debates Culturais é transmitido pela Rádio Boas Novas AM 1320 do Rio de Janeiro, todos os sábados, a partir das 14:00hs. Quem desejar participar por telefone com perguntas e/ou comentários, pode fazê-lo pelo telefone 2576-8484. Quem não puder ouvir nosso programa ao vivo, poderá ouvi-lo na íntegra, quando desejar, em nossa revista eletrônica http://www.debatesculturais.com.br, acessando, na barra azul de botões, a seção “Áudio dos Programas”


Acompanhem nosso Twitterhttp://twitter.com/debatescult!

A todos os meus amigos, um bom final de semana e espero que gostem do programa e dos artigos da revista!

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