mercredi 18 avril 2012

Convite - 40 ANOS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE JUNDIAÍ

Crônica da Urda - Ida solene a Sachsayuhaman

               (Excerto do livro "Viagem ao Umbigo do Mundo", publicado em 2006.)

                                               Eu precisava ir a Sachsayuhaman, meu, como precisava! Mas tinha que ir de outro jeito, no silêncio, sem motores de motos, com a solenidade que Sachsayuhaman pede, como o local mais sagrado das Américas para mim, e também o mais triste! Então, no outro dia, quando meus amigos embarcaram na programação do Encontro e viveram um dia muito engraçado pelo vale do rio Urubamba (o vale Sagrado dos Incas), onde, entre outras coisas comeram cuey[1][1] e conheceram o ritual da Pachamanca (conto depois), e de onde voltaram alegríssimos e bem dispostos, rindo muito dos acontecimentos do dia, eu comprei um pacote turístico e fui a Sachsayuhaman.  
                                               O que é Sachsayuhamann? É antiga fortaleza Inca onde, em 1533, houve a batalha final entre os Incas e Pizarro, o conquistador  espanhol, e a mudança de toda a História da América. Absolutamente imensa e linda, sobranceira a Cusco, numa subida de onde se controla o acesso à cidade dos Filhos do Sol, é outro dos pontos quase que indiscritíveis do mundo. Na verdade, trata-se de um conjunto de sítios arquológicos perfeitamente conservados apesar dos terremotos e dos cristãos, sendo que a fortaleza, construída em forma de raios celestes, imensa e poderosa, é a que mais me comove. Ali, um dia, no passado, os Filhos do Sol apostaram todas as suas fichas contra o invasor europeu ... e perderam. Como da vez anterior em que estivera ali, eu fiquei lá no alto da fortaleza observando o grande prado que há diante dela, e ouvindo na minha imaginação os ruídos daquela selvagem batalha tão trágica, os gritos dos homens que se feriam ou que estavam à morte, o ruído das armas de fogo, pois já as havia, inclusive canhões, o cheiro do sangue, da fumaça, dos corpos sujos dos espanhóis europeus que temiam o banho, o ruído das botas deles conquistando espaço fortaleza acima, os corpos que eram perfurados por espadas e que caíam – era muito triste e muito profundo estar naquele lugar, o lugar do câmbio da História de um mundo, e eu tinha muito claro dentro de mim a importância daquele ponto dentro do Universo. Afastei-me dos meus colegas de passeio e da guia que só falava abobrinhas e que só faltava jurar que eram os deuses astronautas, e fui até o ponto mais alto da fortaleza, que para mim era como o lugar central das Américas. Lá, sozinha, podia sentir toda a força das Américas e dizer para elas o que era importante para mim, e o fiz. Em nenhum outro ponto do mundo se poderia falar às Américas como ali – não era à toa que aquela era a fortaleza que guardava o Umbigo do Mundo!
                                   Um pouco adiante, em Tambomachay,o Banho do Inca, eu tive uma idéia que até agora me parece brilhante: tirei da bolsa a minha garrafa de água mineral, joguei a água mineral fora, e a enchi com a água sagrada que corre naquele lugar. Hoje, aquela água está na minha casa, cuidadosamente guardada junto com os livros e outras coisas que tenho que tratam de Arqueologia, e me sinto muito rica por tê-la. Todo esse complexo arqueológico que reúne Pisac, Qenqo, Pucapucara, etc., eu já descrevi, também, no meu livro “Entre condores e lhamas”, já citado anteriormente.
                                   Foi nesse passeio, nesse dia, que conheci Med Natália, uma professora russa da Universidade de São Petesburgo, que lá ensinava espanhol, e que também sabia falar português com o sotaque de Portugal. Fiquei impressionadíssima por conhecê-la, parecia-me estar a conhecer alguém saído de um romance de Tolstói. Ela, por sua vez, também parecia impressionada por estar conhecendo uma escritora brasileira – pelo menos declarou tal coisa uma série de vezes. De volta ao Brasil, mandei a ela um pacote com livros meus e de outros amigos – ela me contara que na Universidade de São Petesburgo havia livros de brasileiros, sim: Machado de Assis e Érico Veríssimo. Espero que tenha recebido os que mandei.


[2][1] Cuey = um certo ratão que é iguaria no Peru. Penso que é um parente do “porquinho da Índia”, ou o próprio. (Nota da Autora)


Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR



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Poemoda, a canção em verso e prosa

"Poemoda...", é um antigo projeto do nosso coração, que já aconteceu durante todo o ano de 2000. Estamos voltando 12 anos depois, em "segunda temporada", a convite da emissora. Isto, para nós, é motivo de alegria e orgulho.  

Estou criando um gmail exclusivo para  "Poemoda, a canção em verso e prosa" e contatando os amigos, parceiros musicais e literários, e algumas outras pessoas que, embora não conhepça pessoalmente, imagino que possam ter interesse no perfil desse nosso trabalho. Mais do que um canal para divulgação, nos interessa termos, aqui, interlocutores, que opinem, critiquem, corrijam nossos rumos, nos sugiram e mandem material, enfim,  enriqueçam cada vez mais o nosso repertório. Acrescento que este 'mailing' é composto exclusivamente de endereços que estou pescando da minha caixa postal pessoal. E me comprometo, pessoalmente, a não repassar vossos preciosos endereços a quem quer que seja, mantendo-os sempre em cópia oculta.

Isto posto, peço a você que, caso não deseje receber semanalmente a nossa divulgação, responda este email acrescentando "REMOVER" ao subject. Na boíssima. 

Grande poemódico abraço,

Etel Frota

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