vendredi 30 mars 2012

O OUTRO HOMEM

Dos nascidos de mulher,
Sem dúvida,
É o filósofo  o que mais se destaca
Nos meios científicos, culturais do mundo.
Mas, como a inteligência meramente cerebral
Não é capaz de compreender todos os campos
Do conhecimento humano e do universo;
Ele não consegue romper as barreiras do desconhecido;
Permanece, muitas vezes, preso nas amarras temporárias
Da limitação humana, que pede ampliações na contemporaneidade.
Por outro lado,
Nascido das próprias cinzas,  um outro ser, o  investigador
Científico-espiritual  é o mais capacitado para efetuar uma pesquisa
Mais ampla nos domínios da Terra e do cosmos;
Não só no âmbito do mundo material, mas, sobretudo, nos mundos
Suprassensíveis, velados por ora  à consciência habitual.
Só após longos anos  de muita disciplina e aprendizado espiritual é que nele
Amadurecem as sublimes faculdades de imaginação, inspiração e intuição,
O sagrado instrumental do homem livre.
Eis  o  outro homem, um homem livre; das próprias cinzas nascido
Para a eternidade do cosmos. Um co-criador  livre sempre operante!

Gildo Oliveira

PELAS RUAS DA CIDADE

O que seus olhos dizem de você?



Por Vanessa Clasen

Tem se dito que os olhos são a janela da alma, mas para mim são mais que isso, eles são portas escancaradas da nossa personalidade, revelam quem realmente somos. Não simples frestinhas por onde passa o vento da incerteza nem calabouços trancados a sete chaves com segredos instransponíveis. São nossos espelhos sem make-up ou corretor de imagens. Nossa realidade nua e crua. Aberta e exposta para quem tão somente tem a arte de saber lê-los.
Meus olhos entregam meus temores e angustias, meus medos de repetir erros, de magoar e ser magaoada, de me arrepender, de sofrer... Talvez cada tenha sua cota de sofrimento na vida e eu sinceramente espero já ter atingido a minha.
Meus olhos revelam minhas fraquezas, meus pudores e anseios, minhas loucuras, a insensatez e a lucidez.
Meus olhos revelam minha paixão pela vida, pela arte, pelo amor e pelo romantismo, pelo realismo e pela honestidade, pelas letras e pelo que elas simbolizam.
As letras também são janelas da alma, mas é preciso observá-las para aprender o que elas querem nos ensinar,
Quem de nós não gostaria de ter alguém maravilhoso que nos enxergue por dentro (mas que não seja um gastroenterologista), que veja nossos reais sentimentos, compreenda nosso passado, entenda nossas escolhas e faça parte do nosso futuro?
Alguém que não só olhe para mim, mas olhe para a mesma direção que eu? Que veja o mesmo que eu vejo? Que queira o mesmo que eu? Que não tenha tudo que , mas que veja tudo que tenha?
Alguém que esteja disposto a fazer sacrifícios porque que isso vale à pena, que está disposto a sair da sua zona de conforto porque viu que felicidade é fazer alguém amado feliz? Alguém que não mais seu futuro como antes e muda suas escolhas porque me fazendo parte dele?
É pedir muito querer ver e ser visto reciprocamente, com a mesma intensidade?
Eu vejo você... E você me ?

ALPAS XXI-RS-Semana do Livro-Cruz Alta

Recebido de Clevane Pessoa

A presidente de A palavra do Século XXI, Rozélia Razia, de Cruz Alta, nos
faz esse belo convite:

"Convite


Atividades: Semana do Livro: 18 a 23 de abril 18 de abril – Dia do Livro
Infanto-juvenil emhomenagem a Monteiro Lobato.

Palestras sobre a leitura e a escrita literária nas escolas.

Apoio:Prefeitura Municipal de Cruz Alta - RS
23 de abril – Dia Internacional do Livro em homenagema Cervantes e
Shakespeare – instituído pela UNESCO

Os autores ligados à ALPAS 21 realizarão atividades artísticas, culturais
eliterárias e farão distribuição de livros nas praças de diversas cidades
doBrasil e do exterior.

Os autores do Brasil e do exterior podem realizar atividades enviar o
relato e fotos para a ALPAS 21. Todosos relatos serão enviados para a
UNESCO"

Nossos aplausos para essa iniciativa.Por favor, na medida do possível,
divulguem, publiquem, participem! Agreguem-se para realizações e mandem
seus relatórios e fotografias!

Clevane Pessoa
Representante da ALPAS XXI em Belo Horizonte-MG


Crônica da Urda

Falando com a minha mãe



                                                           (Para Minervina Klueger, minha mãe)                               



Sabe, mãe? Há coisas, agora, que já não tenho para quem contar. Há coisas que eu fazia ou vivia pensando em como contaria para a mãe, e que agora faço ou vivo sem ter mais nenhuma pessoa que se interessaria em saber a respeito. Talvez, a Margaret, mas ela foi-se embora da minha vida quando a Valentina era um bebê, e a Valentina já vai fazer 9 anos.

                                   Eu visitei meu primo Ralf Passold em novembro do ano passado e gostaria de poder contar para a mãe como foi, pois a mãe sempre queria saber tais coisas, mas agora já não tenho para quem contar. Então, escrevo.

                                   O Ralf está morando numa cidade chamada Aurora, numa localidade chamada Fundos Aurora. É muito longe de tudo – desde o centro de Aurora (que é minúscula) até lá são uns 15 km.  O Ralf comprou uma casa de negócios, uma construção enorme, que tem um bar e uma cancha de bocha. É aquele o único local de encontro da população local, além de duas igrejinhas, talvez três, pois deve ter a luterana também. O que vi foram a católica e a Assembléia de Deus. Então, nos sábados à noite, que é quando estive lá, algumas pessoas aparecem para tomar um refrigerante ou uma cerveja porque “já não agüentam mais ficar em casa sem ver ninguém”. Enquanto eu estava lá o Ralf falou para alguns clientes se já haviam conhecido a escritora Urda, etc. E, incrivelmente, lá naquele fim de mundo, as pessoas tinham meus livros e os liam!

                                   Eu disse fim de mundo, mas é um fim de mundo muito bonito. Passeei com a Iraide ao por do sol e tudo é tão bonito, por todos os lados! E para se chegar a Fundos Aurora, a maior parte da estrada está plantada, de ambos os lados, de rosas de Santa Rita. É uma iniciativa incipiente de turismo rural.  Com Iraide, vi duas ou três propriedades que já não eram rurais, mas casas de campo de gente que não era dali. E o Ralf tem um cachorrinho, e o Atahualpa estava comigo. Se a mão soubesse como o Atahualpa ficou grande, bonito e inteligente!

                                   Sobre o Atahualpa eu posso falar para outras pessoas, pois muitas o conhecem, e estou até escrevendo um livro sobre ele. Mas a quem mais interessara saber que fui visitar o Ralf e a Iraide? É em momentos assim que sinto a falta da mãe.   



                                   Blumenau, 25 de agosto de 2010.





Urda Alice Klueger

Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR




ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...