vendredi 9 mars 2012

Nós da Poesia

A presidente do Instituto Imersão latina, Jornalista Brenda Marques Pena (Brenda Mars) , de Belo Horizonte, MG-Brasil, selecionará 20 poetas brasileiros e 20 da América latina para o
 Nós da Poesia + 20.

Tema geral: "Sem poesia a vida é insustentável"

Até 25 de março/2012.

Enviar biografia até 10 linhas (incluindo-se aí dados pessoas:e-mail, tel, endereço, cidade),

Saiba mais em:


Nós da Poesia


Coletivo de autores da antologia bienal, organizada pelo Instituto Imersão Latina, com a participação de poetas ativistas culturais. Os livros podem ser adquiridos na sede do IMEL http://imersaolatina.com, na All Print http://allprinteditora.com.br e em livrarias virtuais. Foto: Rafael Gaia
Agenda Grupo Nós da Poesia :


15/03/2012 - 17 horas - Recital na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Circuito Praça da Liberdade), em Belo Horizonte, Minas Gerais.

21/03/2012 - 19 horas - Evento Poesias de Março - Apresentação poética na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Circuito Praça da Liberdade), em Belo Horizonte, Minas Gerais.


20/05/2012 - 15 horas - Sarau na Bienal do Livro de Minas, Estande da All Print, no EXPOMINAS
http://www.bienaldolivrominas.com.br/


Segunda-feira, 5 de março de 2012Convocatória de publicación: Nós da Poesia + 20 Nosotros

"Sin poesía la vida es insostenible"

Este es el tema de la edición especial de poesía que, para ser lanzado en junio de este año en la Cumbre de los Pueblos de Río + 20, y la Conferencia Mundial de las Naciones Unidas. Para participar, envía un poema en portugués o en español y minibiografia, con un máximo de 10 líneas, incluyendo los datospersonales: nombre completo, número de teléfono, dirección y correo electrónico hasta el 25/03/2012 a nosdapoesia@imersaolatina.com,

La publicación se hace de una manera cooperativa.

El costo por autor será de R$250.00 (reales), que le da derecho a dos páginas, uno con otro poema en portugués y en español, ya que la cuestión será bilingüe y 25 libros por autor.

20 poetas serán seleccionados de Brasil y otros 20 países de América Latina para hacer la edición producida por el Instituto Imersão Latina (Imel) e impreso en papel Reciclato, esta vez por elLih Editorial, Grupo Hímpeto.

Los poemas van a pasar por una revisión editorial para su publicación, a los autores que han presentado los documentos se pondrá en contacto la comisión editorial y que les enviará la información sobre las emisiones y de pago.

Los libros serán distribuidos en festivales, festivales literarios y ferias en Brasil y en otros países de América Latina y en las librerías, incluidas las virtuales. Poetas participantes están invitados a unirse al Grupo de Poesía.

10% de los ejemplares destinados a su distribución en las bibliotecas públicas, de la comunidad. Esta publicación contribuye con el labor del Instituto Imersão Latina (Imel), con la difusión de la cultura y artistas independientes en América Latina.


Consejo Editorial de Nós da Poesía
Brenda Marques,  Ênio Poeta e María Angélica (Bilá Bernardes).


La portada será responsabilidad del artista Iara Abreu y diseño de la portadaserá el diseñador Beto Ferris.



Más información:
nosdapoesia@imersaolatina.com
(31) 88119469 / (31) 3227-6869

-
Divulgação:
Clevane Pessoa
Conselheira do IMEL.

TECNOLOGIA, O SER HUMANO E O MUNDO VIRTUAL

Para o amigo Zé Eduardo (“Memé”)

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se”.

(Gabriel Garcia Márquez – que está completando 85 anos)

Um estudo da “Cyberpsychology, Behavior and Social Networking” descobriu que quanto mais tempo as pessoas passam no Facebook, mais elas acham que seus amigos são felizes e, em consequência, se sentem mais tristes.

Não é a minha área.

O que me interessa é a vida do ser humano nessa nova era digital.

Mesmo me considerando um “velho datilógrafo”, creio que o desafio é sabe lidar com um outro mundo – virtual.

Aproveitar as suas potencialidades, mas NÃO SE TORNAR ESCRAVO DELE.

A internet acelera a comunicação? É claro.

Mas aprofunda a mesma?

Essa “necessidade” de estar sempre “compartilhado” (virtualmente, não na vida real) pode gerar uma ansiedade tremenda. Digo algo de novo? Não.

A psicóloga e pesquisadora da Universidade Católica de Brasília (UCB), Lívia Borges explica que embora traga muitos benefícios com a possibilidade de interesses e relações, a necessidade de estar sempre on-line também tem seus malefícios.

“Estamos vivendo num período de superficialização das coisas, As pessoas estão mais superficiais, as relações estão mais superficiais e as relações seguem o mesmo caminho”, acredita.

A pesquisadora lembra que hoje são comuns situações nas quais o corpo está presente, mas a pessoa, não.

“Com um celular, a pessoa fica conectada e com a atenção longe dali”, reforça.

Nas minhas caminhadas diárias, vejo muita gente falando ao celular– de maneira compulsiva –, não prestando atenção nas árvores, no canto dos pássaros, nos seres humanos, em nada.

E como é irritante escutar o ruído de celulares e pessoas berrando na rua, nos cinemas, nos restaurantes, “obrigando” os outros a ouvirem suas mensagens, muitas vezes absolutamente idiotizantes.

É a cultura do ruído.

Não, não é passadismo, não é uma proposta ao “regresso” da máquina de escrever, do carbono e do mimeógrafo.

Mas uma idéia (romântica, eu sei) para que o homem não absolutize o “virtual”.

O “conectado permanente” é insaciável, quer tudo, e há uma infinidade de possibilidades, e não se concentra mais, não aprofunda quase nada.

É como rapaz que disse para uma psicóloga amiga minha que havia beijado cem meninas numa balada.

E ela respondeu: “quem beija cem, não beija nenhuma”.

Não sou autor de auto-ajuda (“vade retro”...), mas pela vivência  eu sei (sabemos) que uma conversa pessoal (olhos nos olhos) pode ser mais eficiente e humanizadora.

William Powers escreveu: “A vida digital é emocionante e devemos aproveitá-la ainda mais, mas a conectividade que nos é imposta hoje  é tão poderosa que chega a ser esmagadora. Todo mundo estase sentindo um pouco sobrecarregado, e é hora de mudarmos o curso das coisas”.

Matéria de um jornal da cidade (de Brasília), de autoria de Max Milliano Melo, tem o título: “Rompendo os grilhões da escravidão digital”(utilizei algo da mesma para a redação deste texto).



Platão (469 a.C – 399 a.C) , em um dos seus textos, narra o diálogo de um jovem conhecido como Fedro com o seu mestre e filósofo Sócrates.

Juntos, os dois deixam as ruas de Atenas e seguem conversando e caminhando pelo campo.

Sócrates admite que é a primeira vez que sai da cidade. Sua sociedade valorizava sobretudo a oralidade.

Fedro via no campo uma possibilidade de sair desse “turbilhão para refletir melhor”.

Platão, então, reflete sobre a necessidade de manutenção de momentos de isolamento do mundo da fala – hoje, da comunicação virtual, e como isso ajudaria a lidar melhor com ele.

Gutenberg  (1400–1468), mesmo sem saber, criou o maior dos instrumentos de introspecção: os livros.

A tecnologia moderna busca a conectividade, a ligação constante, enquanto os livros representam uma viagem ao íntimo.

Em um mundo tão virtual, os livros são um fundamental de espaço interno fora da agitação dos computadores e celulares.

Henry David Thoreau (1817–1862) decidiu seguir o caminho oposto da civilização norte-americana. Foi viver em um lugar onde tivesse que encarar apenas “os fatos essenciais da vida”.

Escreveu obras nas quais critica a excessiva correria da vida moderna.



É claro: um mundo não nega o outro. Mas qual está sendo absolutizado (o virtual ou o real).

Falando nisso, como andam as relações humanas? Crescem a solidão e a depressão.

Mas a vida é maior – sempre poderemos restaurar o espaço do humano – tão fragmentado e perdido hoje.

(Brasília, março de 2012)

Crônica da Urda

A CAMINHO DE CUSCO - PERU        

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(Excertos do livbros "Viagem ao Umbigo do Mundo", publicado em 2006)



                                    Um dia, num outro livro, escrevi assim:

                                   “Ah, Cusco, antiga capital do Império Inca, ah! Cusco, atual capital do Império Inca!”. Como falar de Cusco sem dizer tais coisas? Depois que se vai a Cusco não se pode mais acreditar no que dizem os livros escolares, que contam que o Império Inca foi destruído por Pizarro e etc. A cultura dos povos antigos da América está muito e muito viva, e os povos também o estão. Para termos uma idéia, basta fazermos a conta da quantidade de gente que ainda hoje, em pleno século XXI, ainda fala o quíchua, a antiga língua que falavam os antigos Incas, nas regiões andinas: cerca de 8.000.000 de pessoas, e a língua está em expansão![1][1] Penso que outro tanto de gente fala o Aymara, e só no antigo Vale Sagrado dos Incas, o Vale do rio Urubamba, há mais 38 línguas antigas sendo faladas. São línguas tão desconhecidas pelos invasores europeus que eles nunca conseguiram sequer grafar a contento os sons das palavras, e a própria língua quíchua também é grafada como quechua ou de outras formas, bem como Cusco é grafado como Cuzco, e até como Qosqo! Se bem que o Império Inca existiu por um período curto, cerca de 400 anos, representou ele um somatório de muitos milhares de anos de História Americana, no mínimo 12.000 anos, até que se provem datas mais distantes. Pensar em Cusco me põe o coração a bater, me deixa emocionada com a grandiosidade que pode ter a História.  

                                   Na vez anterior em que eu estivera em Cusco eu chegara de noite, de trem, e não pudera ver a região próxima – desta vez era de tarde, eu dormira muitas horas e estava descansada, e a temperatura estava amena ali no carro de apoio, e então pude curtir aquela aproximação do Umbigo do Mundo como ainda não o fizera!

                                   Eu hei de ter tempo, ainda, no decorrer da minha vida, para um dia pegar uma mochila, ir até aquela região próxima de Cusco, alugar um cantinho lá numa daquelas casinhas de adobe, e ficar por lá um mês, vivendo como aquela gente vive! Pois nessa região do entorno de Cusco se vive como se vivia, creio, há pelo menos uns 5.000 anos antes do presente, no tempo em que o ser humano daquelas terras já dominara a agricultura, a criação de gado e tantas outras coisas, e na Europa mal e mal estava a formar-se as primeiras aldeias nas penínsulas que mais tarde seriam Grécia e Roma. E um dia os europeus chegaram ali e disseram que ali era a Barbárie, e que aquele gente era selvagem, e em nome de Deus e do rei tomaram posse das terras e do poder, e destruíram tudo quanto puderam.

                                   Não puderam destruir a cultura, no entanto. Cultura é coisa que não se destrói. Numa outra vez em que estivera no Peru vira, numa aldeia próxima de Olamtaytambo, antigas casas Incas intocadas, feitas de pura pedra, pequenas e funcionais, com seus nichos na parede à guisa de armários e prateleiras, onde os descendentes dos Filhos do Sol viviam quase como se viveu lá atrás, um dia. A diferença visível é que nos nichos das paredes, onde havia utensílios com certeza também provenientes de uma cultura milenar, havia coisas muito atuais: relógios despertadores, rádios à pilha, etc. E era uma aldeia altamente freqüentada por turistas, principalmente europeus e israelenses, que, com certeza, semeavam por ali sementes de idéias e incendiavam as imaginações, mas o tempo passava e a velha cultura milenar continuava.

                                   Assim era por onde andávamos naquela tarde. A fertilidade muito verde daqueles páramos parecia de veludo, toda cheia de umidade, até com magro rio a escorrer no meio dela, rio que deveria ter sido profundo e caudaloso no tempo do Degelo, pouco antes. No meio da verdura, casinhas de adobe como devem ter sido as casas do passado abrigavam a população que era toda rural, e lá estavam as pessoas, principalmente as mulheres, em duas, em três, em pequenos grupos que vigiavam seus rebanhos de lhamas que pastavam nos pastos sem cercas. Perguntei-me: seriam terras comunais? Teriam sido os velhos costumes mais fortes que o tacão do europeu e aqueles pastos não teriam cercas por costumes imemoriais? Não sei, talvez fossem. Sei que no México, no século XXI, muitas terras ainda são comunais.

                                   Sei que era extremamente lindo ver aqueles rebanhos de lhamas nos pastos verdinhos, e suas donas sentadas próximas a elas, fiando a lã da última tosquia como suas antepassadas devem ter fiado por milhares de anos antes que o invasor espanhol por ali chegasse, e aquelas mulheres e aquela lã eram extremamente coloridas e emocionantes dentro de como que um passado revivido, e eu ficava muitíssimo emocionada a olhá-las, quieta ali dentro do Land-Rover, sonhando com o dia em que voltaria ali para viver entre elas por um tempo. É aquela uma região onde ainda não há luz elétrica, e uma noite dentro de uma daquelas casinhas de adobe, à luz de algum tipo de fogo, deve ressuscitar realmente os velhos fantasmas do passado e trazer à tona toda a força da cultura que os cristãos julgaram erradicada, um dia.

                                   Apaixonada por aquela paisagem de sonho, por aquele mergulho no passado, percorri aquelas últimas duas horas quase que em silêncio, apenas chamando a atenção do Lobo Solitário para isso ou para aquilo e usando de interjeições como a gente faz quando lida com a paixão!

                                                                              E na sombra do entardecer, chegamos a Cusco!





[2][1] Sobre o uso do quíchua (ou quechua) nos países andinos, ver mais em www.pucp.edu.pe/estudios/cursos/quechua/La%20gente.doc , consultado em 17.06.2006. (Nota da autora)



                                                            Urda Alice Klueger

    Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR





A mulher de Cuzco

por elaine tavares



Dia 8 de março, tempo de pensar a vida a partir da “mulheridade”. Hora de refletir sobre o que é viver o feminino num mundo patriarcal, dominador e cheio de preconceitos. É comum, nessa data, lembrar das operárias queimadas por conta da luta por melhorias nas condições de trabalho, nos Estados Unidos, ao final do século XIX. Eu as reverencio, certamente, mas hoje vou falar de Maria, uma mulher de ascendência inca, que vive na cidade de Cuzco, no Peru.



Maria é uma dessas mulheres, herdeira dos povos originários, prisioneira de um atávico silêncio. Eu a vi vendendo pulseiras na praça de armas, mas não consegui estabelecer contato na primeira vez que a encontrei. Resmungou alguma coisa que ficou difícil de compreender em função de estarem suas bochechas cheias de folha de coca, as quais mascava lentamente. Foi só no dia seguinte que finalmente nos conhecemos. Ela veio a mim. O corpinho fraco, de costas curvadas, se achegou sem que eu percebesse. Naquela manhã de fevereiro eu chorava desconsolada, sem procurar abafar os soluços. Eu vivera uma odisséia pelas estradas de “nuestra América” para chegar até ali e, na porta de entrada do maior monumento da comunidade inca, não conseguiria chegar. O valor da passagem do trem até Machu Pichu era um absurdo, praticamente o mesmo tanto que eu pagara para chegar no Peru, percorrendo Paraguai, Argentina e Bolívia.



Mostrando que apesar do passar do tempo, tudo seguia muito igual, uma empresa espanhola é quem tem o domínio do caminho e, para chegar até a cidade perdida, havia que se aceitar as regras e o preço. Podia-se ir caminhando, mas, para isso, era preciso ter um guia e toda uma equipagem que, igualmente, encarecia a viagem. Sozinha, sem maiores informações, resolvi chorar. Sonhara com esse encontro por anos a fio e agora morreria na praia. Pensando assim eu me acabava em lágrimas bem em frente a enorme catedral – também espanhola -  aproveitando para atirar sobre ela milhares de maldições.



Foi aí que a mulher inca se acercou. Munida de sua sabedoria ancestral ela percebeu que ali estava uma companheira, talvez pelo ódio que fuzilavam meus olhos em direção às construções espanholas que margeiam a praça. Ainda mascava as folhas de coca, mas eu a compreendi muito bem. “Que pasa, nena?”



E eu desandei a falar do tanto que havia esperado para conhecer Machu Pichu e que agora não poderia, por não ter dinheiro suficiente. Ele me olhava com os olhos mansos. Então, solene, perguntou. “Veniste para sacar fotos o para saludar a los dioses?” Então foi a minha vez de ficar em silêncio. Aquelas gentes já deveriam andar fartas de ver milhares de turistas, com suas máquinas potentes, a caminhar pelas pedras sagradas desfilando suas posses e tirando fotos para os álbuns familiares, pouco se importando com a histórica dominação, até hoje visível. “Saludar los dioses”, respondi, sem titubear.



Então ela me convidou para segui-la. E lá fui eu, esquecida das lágrimas, pelas ruelinhas cuzqueñas, cheias de caminhos internos lotados de barracas de artesanato. Numa delas, Maria entrou. Lá dentro, uma profusão de ervas, ossos e outros instrumentos mágicos davam conta que aquele era o reduto de uma mulher especial. Ela procurou entre as coisas um saquinho cheio de pó e o passou para mim. Disse que se eu queria render homenagens aos deuses não precisava ir a Machu Pichu. Bastava subir, a pé, pelo lado norte, até Sacsayhuaman e lá fazer uma singela celebração. Ensinou algumas palavras do seu idioma e pediu que eu cantasse para os deuses, podia ser na minha língua mesmo. Aquilo seria o suficiente para eu mostrar meu respeito e faria com que a viagem não tivesse sido em vão. “Ellos saberán”, sentenciou. Então, segurou as minhas mãos num gesto de despedida e seus olhos indicaram: vai!



Eu fui e encontrei os deuses. Foi o suficiente. Aquela jornada já valera. Eu estava feliz. E foi lá que encontrei também um pessoal que deu a dica de outro caminho para Machu Pichu, bem mais barato, no trem usados pelas gentes locais. Já nem importava mais. O encontro essencial se fizera. Ainda assim eu subi até a cidade sagrada. Não tirei fotos. Não precisava. Tudo estava cravado em mim.



A lição maior me deu Maria, a inca. Mulher e feiticeira, sacerdotisa de Inti. Com toda a carga da opressão de 500 anos nas costas e na vida, foi capaz de sentir a desolação de uma viajante branca e, solidariamente, ensinar o caminho dos deuses, os seus. Forjada no aço da dor - da invasão, do genocídio, da submissão - ela encontrou espaço para a ternura e abriu fendas no seu silencio milenar. Fez encontro, partilha, comunhão. É essa mulher que quero sempre ser. Dura na luta, mas pronta para gesto mágico do encontro amoroso. Fibra e amor, juntos - tal qual já ensinara el Che – no caminho da libertação que há de chegar. E é essa imagem que compartilho hoje, dia da mulher, com todas as companheiras e com os varões, também capazes de compreender...





Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
América Latina Livre - www.iela.ufsc.br
Desacato - www.desacato.info
Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com
Agencia Contestado de Noticias Populares - www.agecon.org.br

O CANTO DAS ROSAS”


SARAU

“O CANTO DAS ROSAS”



Sábado dia 10 de março, às 18h00min



Espaço Cultural Mané Garrincha.
Rua Silveira Martins, 131 - Sala 11 – Sé

São Paulo-SP



Saída Poupa Tempo do Metrô Sé.


Além dos cantos e poesias teremos

cervejas e salgados vendidos

a preços camaradas.



“Vista-se de felicidade e venha mostrar a sua poesia”








Atenciosamente

 Ivan Ferretti Machado

 Cel. 9106-0948




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