vendredi 2 mars 2012

A Praça Viva

E a Praça vai continuar Viva!!!!



O grupo Arte em Ação já começa a se preparar para o nosso sétimo evento na Praça da Catedral.





("EmCantos do Japi" - 2006 / "Arte em Ação na Praça" - 2007 / "Lá vem o Trem" - 2008 / "Águas de Abril" - 2009 / "Praça Viva" - 2010 / "Praça Viva" - 2011). 



O nosso encontro acontecerá nos dias

4/05 (sexta-feira) - das 11 às 18h

e 5/05 (sábado) - das 9 às 14h



VOCÊ JÁ PODE SE INSCREVER!



MÚSICA, TEATRO, DANÇA:

BASTA NOS MANDAR SEU NOME (OU DO GRUPO),

DIAS E HORARIOS DISPONÍVEIS PARA A APRESENTAÇÃO



NO CASO DE ARTES VISUAIS, AÇÃO EDUCATIVA, LITERATURA E PATRIMÔNIO HISTÓRICO ENTRE EM CONTATO PARA SABER COMO VOCÊ PODE PARTICIPAR!



EQUIPE ORGANIZADORA E CONTATOS PARA INSCRIÇÕES:



PATRIMÔNIO  HISTÓRICO

Anna Luiza Fagundes – 45213964  anna-fagundes@uol.com.br

João Borin – 45841137 jaborin@terra.com.br

MÚSICA

Cláudia de Queiroz - 98297291eccotad@terra.com.br


DANÇA

Sandra Noemi - 4586-0112 /96275614sandra.noemi@uol.com.br

ARTES  VISUAIS

Heloisa Gregori – 45820834 heloisasgregori@gmail.com

Paula Pesttana – 99617083  paula.pesttana@terra.com.br

LITERATURA

Júlia Heimann – 45268785  juliaheimann@ig.com.br

Valquíria Malagoli – 45878120 vmalagoli@uol.com.br

AÇÃO  EDUCATIVA

Maria Lúcia Panizza – 45866301 mlmpanizza@terra.com.br

TEATRO

Claudio de Albuquerque– 68523849  ateliecasarao@bol.com.br




A voz no silêncio

      (do livro METÁFORAS)

  Lariel Frota





Senhor Jesus....preciso fazer uma redação sobre a aula  de ontem ....calma aí, sei que não mandou fazer  lição de casa, mas   o professor de geografia pediu pra gente fazer uma redação sobre a aula dele...(que devo dizer foi muito legal) ..... a aula de catecismo foi logo depois,  acho que a  professora  esqueceu de pedir pra gente escrever  sobre o tema, que era o SENHOR,  preciso esclarecer que   foi uma aula bem lega….l chi!!! Será que vou arrumar confusão pra cabeça dos professores????).....tomara  que não.. como ia dizendo, .ela ensinou que precisamos confiar no SENHOR SEMPRE......então vamos lá......tenho aprendido muitas coisas boas...posso dizer a verdade????.....às vezes pra aprender essas coisas boas, vejo coisas muito ruins e feias , como o dia em que assisti uma menina apanhando da mãe dela, e até hoje acho que a coitada não sabe porque...será que alguém já explicou pra ela????.......a pobrezinha apanhou na cara....não foi um tapinha não....foi quase um soco, igual a dos lutadores de boxe que a gente vê na televisão, VOCÊ não acredita??? Saiu até sangue, tanto sangue que ela enxugou com um pano,  depois, com vergonha, enterrou aquele pano nojento, encharcado  no fundo do quintal.....mas  a minha redação não é sobre isso e sim sobre as matérias   que neste ano estão bem legais…  estou gostando pra caramba de passar para a sexta série, até as aulas  de religião que eu achei seriam  muito chato (ops desculpe aí heim!!!) estão sendo um barato......sabe o que a professora falou?..... que o melhor jeito de conversar com o SENHOR  é ficando em silêncio, será que vou ouvir  sua voz? Bem,  vou tentar,  enquanto o SENHOR não me responde (eu até entendo a demora,  deve ter um montão de gente esperando resposta,  o SENHOR toma conta do mundo todo, e isso deve dar uma trabalheira danada, não é mesmo?)......falando nas coisas boas que ouvi na aula, gostei muito de saber,  que mesmo que não ouça uma resposta SUA posso ter certeza de que Está me ouvindo e isso é muito bom....eu até comentei com o papai,  quando ele veio me dar um beijo de boa noite, que eu estava esperando  o silencio chegar, trazendo dentro dele a SUA voz.......será que entendi direito o que a professora explicou???? ....daí sabe o que aconteceu? ....o silêncio foi ficando tão gostoso que não consegui esperar....foi me dando um sono danado,    acabei dormindo.....e posso falar uma verdade, foi um sono bom pra dedéu...... será que o SENHOR pode desculpar se sua voz chegou  e eu já  estava dormindo ?....da próxima vez  PODE falar um pouco mais alto pra eu acordar........VOCÊ   ops!!! O SENHOR conhece meu avô né....então,  outro dia ouvi ele falando pro seu Zeca , sabe quem..... aquele que ajuda ele lá na chácara, uma frase que acho que agora estou entendendo ........”DEUS  sussurra, os anjos falam, e o diabo grita”.....

por isso precisa silêncio pra escutar a SUA  voz né???.....olha, desculpe mais uma vez, . quem sou eu pra ensinar alguma coisa pra DEUS,  mas no meu caso o SENHOR  pode aumentar um pouquinho o botão do volume,  da próxima vez??????.





                                                            Cláudio Augusto

S.O.S FACE BOOK

Raul Longo

(recebido de Urda Klueger)


Há muito tempo todo mundo tenta me convencer a entrar na tal rede de comunicações, mas como mal dou conta das mensagens pelo Outlook, não me entusiasmava.


Disseram que seria ótimo para encontrar amigos esquecidos, mas prefiro mesmo acarinhá-los na memória.



Disseram também que seria bom negócio para divulgar minha pousada. Não sou homem de negócios e prefiro que venham ao Sambaqui aqueles que mereçam encontrar este lugar, do que os induzidos por qualquer tipo de propaganda.



Enfim, disseram mundos e fundos, mas só me interessei agora que saiu esse livro pela Pallas Editora. Resolvi promovê-lo pelo Face Book porque ainda que o primeiro leitor seja o próprio escritor, nos falta o aplauso que estimule e a vaia que aponte onde melhorar em próximas oportunidades.



E já que as oportunidades são tão raras, principalmente aos temas de que trato, então...: Ao Face Book.



Primeira dificuldade: meu nome é indisponível porque alguém já tem uma conta no Face Book com o mesmo nome. Tá, é previsível. O jeito foi usar o outro sobrenome, mesmo imaginando que muitos não saberiam de quem se trata.



Daí vem umas perguntinhas para traçar perfil. Nada previsível! Mero reducionismo. Por exemplo, onde estudei? Sei de imbecis que estudaram em Yale e de gênios que não estudaram. Florestan Fernandes só pôde começar a estudar depois dos 19 anos. George Bush comprou diploma. Se não Yale, qualquer outra tão ou mais importante.



Onde trabalho? Na praia. Ganho pouco, é verdade, mas segui a carreira de empresário da praia por questão de vocação ao belo, ao vento, à maresia, aos carinhos de Iemanjá.



Outro dado para completar o que entendem por “perfil” é a cidade onde nasci. O  que tenho a ver com a cidade onde nasci? Me identifico mais com Quixeramobim, onde nasceu Antonio Conselheiro. Me identifico com cidades que nem existem mais. Não existe mais a cidade que era minha menina morena. Não existe mais a cidade que me fazia feliz por corresponder ao amor que tinha por ela. No susto e no espanto, aguardo que passe o medo de minha garota maravilhosa. Essas foram minhas cidades, as que moldaram o perfil de minha personalidade, me ensinaram a amar as mulheres, a sorrir com as crianças, a admirar os conhecimentos dos velhinhos. Não aquela em que nasci e cujas ruas só percorria a noite pelos cantos mais escuros. Aquela onde as luzes dos semáforos significam mais do que a vida em qualquer idade e gênero.



Quando imaginei que perguntariam minha raça, para poder dizer que pela minha bisavó e por gostar de samba e feijoada dou-me ao direito de ser negro, preferiram definir meu perfil pelo sexo. Se sou ou quero ser mulher serei Joana, jamais João! Mas, enfim, deixei pra lá e não respondi coisa alguma, lembrando de um velhinho do sertão de Sergipe onde a soldadesca da ditadura rastreava algum fugitivo. O único que havia ali era eu mesmo, mas nem desconfiaram. Foram desconfiar logo do velhinho porque não tinha documentos. E por que não? “- Oxente! É só ir até Estância e perguntar quem é eu que não há quem não informe que eu sou eu mesmo!”



Pra compensar o perfil rejeitado, e tasquei uma foto de frente, num sorriso que minha querida amiga Jasmim Losso me roubou num momento de distração.



Criei a senha, mais isso e aquilo e, pronto, estou no decantado Face Book!



Primeira coisa que me aparece é uma relação de fotos e nomes, alguns realmente conhecidos, outros que ficava procurando adivinhar quem seriam dos esquecidos velhos tempos. Como ali se afirmava serem todos meus amigos e se sugeria que os convidasse, convidei. Afinal, muitos de meus grandes amigos foram-me totais estranhos 5 minutos antes de conhecê-los.



De qualquer forma, ótimo! Exatamente o que queria: divulgar o livro para o maior número possível de pessoas. E ainda encontrei a opção para convidar a todos de cada relação clicando num único quadradinho. Melhor do que ficar selecionando quem quero ou não quero que seja meu amigo. Ninguém é obrigado a ser, e se não for que não responda. Mas por minha vontade todos seriam, pois de inimigos já me bastam os donos do poder, os espoliadores e os enganadores.



Dalí a pouco começa a despencar comunicados de aceitação de convite, com um link para entrar na página daquelas pessoas. Fui entrando e copiando o texto que fiz para divulgar a publicação.



De repente vêm uma mensagem, automática por certo, do próprio Face Book, dizendo que convidei pessoas que não conheço e isso vai contra as regras da rede que mandam ler para saber me comportar. Com mais o que fazer dou olhada por cima e logo respondo que, sim, compreendi que cometi um erro. Como só me ofereciam essa opção de resposta num quadradinho, não tive chance de explicar que o próprio FB me induziu a esse erro.  



Clico também na opção para cancelar os convites a quem não conheço e vou respondendo aos que continuam aparecendo na caixa de entrada do Outlook, tentando imaginar como é que o tal Face Book consegue saber quem conheço ou não, pois a grande maioria era de pessoas que ainda não me vieram à lembrança.



Admirado de como o FB é capaz de saber mais do que eu quem são meus verdadeiros amigos, fui até o final da noite. Hoje abro o correio imaginando que os realmente conhecidos haveriam de responder alguma coisa e despenca nova enxurrada de msgs de aceitação de convite. Dessa vez muitos com início de conversa e vários de fato conhecidos e amigos, do Brasil e de outras partes.



Na primeira que abro vem lá nova mensagem do Face Book dizendo que uns quantos amigos estão aguardando para entrar em contato comigo e a relação desses todos só a espera de um “E aí?”. Como na noite anterior já havia indicado que suspendessem os convites que inadvertidamente fizera aos que não conheço, imaginei que agora me indicavam apenas os que conheço. Até porque pelo menos os que encabeçavam a nova lista são de fato amigos dos quais me lembro. Sem tempo a perder para verificar um por um, novamente aceitei a opção do único quadradinho para todos aqueles que ali se afirmava aguardarem para entrar em contato comigo pela rede. Me pareceu evidente que já não estava mais convidando ninguém e sim aceitando convites para continuidade de conversas que voluntariamente iniciaram.



No entanto, foi a partir daí que a cada tentativa de responder ou ler a continuação de um início de msg que tantos me mandam, aparece isso aí:



Solicitações de amizade bloqueadas por 7 dias

Marque a caixa para indicar que entende a política de solicitação de amizade do Facebook.

Notamos que você enviou várias soliticações de amizade a pessoas que não conhece. Portanto, você não poderá enviar solicitações de amizade por 7 dias.

Para evitar que isso aconteça novamente, somente envie solicitações de amizade a pessoas que você conheça.

Compreendo que o envio de solicitações de amizade a pessoas que não conheço não é permitido no Facebook.



Parte inferior do formulário

Perdi a tarde inteira clicando ali no quadradinho do “tô compendendo”, mas apesar de me tratarem como a um imbecil, quando clico no “Avançar” aparece nova proposta de cadastramento e, para confirmarem que sou imbecil, insistem até que tente me recadastrar para, por fim, reafirmarem pela enésima vez: “você já está cadastrado, imbecil”.



O problema maior é que não para de entrar msgs com meio recado de conhecidos e nem tanto. Para ler o recado inteiro ou responder aos convites aceitos, tenho de entrar nesta droga do FB que repete que estou de castigo por 7 dias.



Castigo por que acreditei na propaganda enganosa do Face Book? Faz lembrar aquela tática do “produza drogas que nós compramos e depois derrubamos seu governo”.



Se imaginar que me censuraram por causa do tema do meu livro, parecerei alguém com mania de perseguição? Não serão evangélicos, os administradores dessa rede?



Ou será porque quem não quer contar onde estudou, em que cidade nasceu, qual o sexo ou onde trabalha, é um terrorista cibernético em potencial?



Se neste 7 dias esses caras ficarem entupindo minha caixa de entrada do Outlook, não consigo fazer mais nada além de passar uma semana cancelando a malfadada experiência. Isso sim é terrorismo!



Tentei encontrar um endereço onde possa escrever aos que administram essa coisa e não encontrei. Tentei pelo Google, mas ao invés de qualquer outra informação sobre a rede, abre-se a mesma advertência de que pequei contra a ordem e desordem estabelecida por eles.



E não param de soterrar minha caixa de entrada!



Se alguém tem alguma sugestão de como me livrar desse encosto, por favor me escreva. Se tem como escrever para seja quem for do tal FB, por favor enviem esse apelo para que me eliminem disso aí.



Vade retro Face Book!   

Crônica da Urda - Passando por Juliaca - Peru

(Excertos do livros "Viagem ao Umbigo doMundo", publicado em2006.)

   

  A altitude, mesmo, não é para mim. Dormi por três vezes sobre a moto, naquela manhã, e por três vezes fui acordada pelo POC da batida no capacete da frente. Penso que já estava dormindo de novo quando vi todo o mundo parado e o carro de apoio com a porta aberta para eu subir:

-          Dona Urda, já para o carro de apoio! – ordenava seu Chico, e eu não discuti nada. Tirei o capacete, enrodilhei-me no banco duro do Land-Rover, e como que desmaiei aos cuidados do Lobo Solitário! Estávamos a mais de 4.000 metros de altitude!





                                   Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx



                                   Seguíamos, então, em direção a Juliaca, mas antes de chegarmos lá o Dov sofreu sério acidente.  Foi pouco antes de chegar a Santa Lúcia, depois de Imata, numa curva. As curvas, ali, eram muito inclinadas, e numa delas havia muito óleo derramado. Foi entrar no óleo e o Dov e o Kako caíram. Para Dov, mesmo, o acidente foi muito feio: caiu na vala cimentada do lado da estrada, arranhou-se muito, e sua moto ficou, para se usar um português bastante claro, estuporada. Há que se lembrar que o Dov era o que os harleyros chamam de road-capitain[1][1] da expedição, e mesmo todo “baleado” como estava, conseguiu sair da vala e voltar à estrada, onde postou-se antes da mancha de óleo, para que os demais companheiros que vinham atrás não caíssem nela também. Responsabilidades de capitão seguidas à risca!

                                   Para falar a verdade verdadeira, eu quase não vi Juliaca, naquele quase desmaio de altitude em que estava. Lembro de ter ouvido alguém falar que estávamos em Juliaca, e então ter dado uma espiada desanimada para fora do Land-Rover – decerto passávamos por um subúrbio daquela cidade, e a rua em que seguíamos estava em obras, sendo calçada, com o solo muito revirado. Só mais tarde é que conheci Juliaca por fotos, a Cidade dos Ventos, mais de 3.800 metros acima do nível do mar – só tinha que estar assim desmaiadona mesmo! Andei lendo algumas coisas sobre Juliaca: como tudo, no Peru, tem ela uma longa História pré-colonial, e hoje há por lá muita pesquisa arqueológica, que se concentra num lugar chamado Huaynarroque. A antiga Juliaca, apesar das influências de Tiauanaco e Pucara[2][2], desenvolvera um estilo próprio de vida e, naquela altitude onde hoje as temperaturas variam entre 0 e 15 graus Centígrados, viveu ela no passado com uma economia já baseada na agricultura, criação de gado e pesca. Quase tudo o que li sobre o hoje de Juliaca sempre reportava aos grandes e pequenos Carnavais que lá acontecem, tendo, inclusive, lido que há quem ache os trajes das moças locais, durante os  Carnavais, semelhantes aos das carnavalescas brasileiras. Fiquei pensando: será que naquele frio dá? Um dia assisti a um Carnaval em La Paz/Bolívia, e os trajes das moças de lá eram muito diferentes, pura lã e grosso veludo, mal e mal as pernas de fora, vestidas de meias. Descrevi aquele Carnaval paceño numa crônica chamada rio de Janeiro/La Paz, que também anda por aí correndo mundo, e até foi publicada em um livro. 

                                   Almoçamos nos arredores de Juliaca. Conseguimos comida num restaurante fora da cidadezinha, onde acabava de almoçar grande grupo de japoneses que atravessara o mundo para vir conhecer a História Inca bem de perto. Fora acordada para comer, e no restaurante dei de cara com os meus já conhecidos boizinhos que os peruanos tanto gostam, que costumam colocar sobre o telhado das suas casas, junto com cruzes, escadas, cravos, martelos, etc – os objetos da Paixão de Cristo. São boizinhos de cerâmica, e ali naquele restaurante eles eram usados como porta-guardanapos, e eram tão bonitinhos e bem decorados que pedi que se tirasse uma foto deles. Mas não curti muito aquele lugar, não – foi o tempo de comer e voltar a quase desmaiar no carro de apoio. Ainda vi alguma coisa da região de Juliaca, seus interessantes triciclos puxados a bicicleta, e às vezes, à motocicleta. Nunca soube de outro lugar do mundo onde houvesse daqueles veículos que lembravam um jinriquinxá[3][3], mas que eram carrinhos largos, com um amplo banco traseiro estofado e com encosto, onde caberiam duas ou três pessoas, que um ciclista puxava parecendo não fazer esforço. Eles funcionavam como táxi: podia-se alugar um triciclo daqueles e ir-se passear pela paisagem que ia se fazendo suave, com os delicados verdes daquela parte do Peru. Lembro de ter ficado observando uma suave descida onde diversos triciclos daqueles seguiam lentamente, com passageiros que talvez estivessem voltando das compras, ou quem sabe, namorando, mas logo a paisagem esvaneceu-se diante do meu sono. A maior parte daquela tarde dormi como morta enquanto o Lobo Solitário resistia à altitude e continuava dirigindo.

                                   Quando acordei, a altitude diminuíra um pouco, e estávamos, creio, a uns 200 km de Cusco!





[4][3] Jinriquinxá : carrinho de duas rodas puxado por homens, usado no Oriente. (Dicionário Aurélio)



                        Urda Alice Klueger

    Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR



[1][1] Road-capitain = eu traduziria por “puxador”, “guia”, ou algo assim. (Nota da autora.)
[2][2] Pucara : uma das muitas antigas culturas/civilizações que vicejaram no antigo Peru nos últimos 12.000 anos.


Mulher

Mulheres são como as camélias
Amigas nos bons e maus momentos, Amélias!
Bater em mulher é uma estupidez
Seu sonho é amar e ser amada
As vezes se cansa, quando maltratada
Pode ser pequena, mas tem tamanha altivez!

Colocam sementes e brotam flores
Em seu lar riqueza de cores
Ela é a verdadeira vida
Guardado em silêncio está seu grito
Mulher para mim, você é o infinito
Te desejo bom êxito, prá você mulher querida.

Parabéns a todas amigas, parentes, enfim a todas as mulheres que me mandam e-mails, Deus abençõe a cada uma de vocês, com carinho de Lúcia. 

Lúcia Grespan Rocha

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...