lundi 6 février 2012

Nossa Amiga, a Terra


Bonjour,



                     Notre association édite une revue artistique et littéraire distribuée sur toute la France et dans divers pays étranger.

                                 Le thème du mois d’avril est « Notre amie la terre »

Merci d’envoyer très rapidement votre texte une page format A4 maximum ou votre dessin, peinture afin de finaliser la revue d’avril.



                     Nous sommes à votre disposition pour tous renseignements supplémentaires.

                     A bientôt,



                                            Yvonne Ollier





Une revue d’information, de réflexion et de création



Ouverte à tous les créateurs et passionnés du monde artistique.

Publication d’artistes connus ou inconnus de tous pays.

Conviviale, diversifiée, elle accueille toutes les formes d’expression.

Lieu d’échanges et de partages avec le public et les créateurs.

Information sur la vie artistique et culturelle en France et à l’étranger.

Invitation à la découverte des techniques littéraires et  picturales.

Rubriques originales et diverses pour mieux connaître, comprendre et apprécier le monde artistique et littéraire.

Histoire de l'art, technique, portrait d'artiste et d'écrivains, visite de musée, d'exposition etc…





A VOS PLUMES ET PINCEAUX




THÈMES A VENIR (pour les écrivains les textes doivent nous parvenir au moins 6 mois à l’avance)



N° 50 - Quelques gouttes de vie - juillet 2012

N° 51 - Semailles - octobre 2012

N° 52 – La nuit est belle ! – janvier 2013

N° 53 - Gourmandises - avril 2013

N° 54 - Demain mon ami - juillet 2013

N° 55 - Mains tendues - Octobre 2013

N° 56 - Chante l'eau - Janvier 2014

N° 57 - Les âges de la vie – avril 2014

N° 58 – Le masque – Juillet 2014

N° 59 - La joie de vivre – octobre 2014

N° 60 – Jour de repos – janvier 2015

N° 61 – Debout la vie ! – avril 2015

N° 62 – Apprends-moi la nature ! – juillet 2015

N° 63 - Nos amours – octobre 2015

N° 64 – De tout et de rien – janvier 2016



Association Regards

9 rue Franc Nohain

58000  Nevers

03 86 36 34 03

06 25 02 31 20

Exposição

Por Clevane Pessoa Lopes

Amigos:

Quem estiver em Belo Horizonte, poderá ir à ABCDÉF-Galeria de Arte, na Rua Padre Eustáquio, no Bairro de mesmo nome, a partir do dia 15 de fevereiro , para comemorarmos o décimo segundo aniversário da CONVIR-IEAS.Jorge Santos, que preside o SIAPEMG_Sindicato dos Artistas Plásticos do Estado de Minas Gerais, avisa que os trabalhos deverão ser entregues de 06 a 10 de fevereiro.
Será mais uma Exposição ARTES VISUAIS e POESIA. A do ano passado  aconteceu exitosamente
.
 A artista plástica Iara Abreu ,responsável pela feliz tentativa de fazer dialogar Poesia e Arte, convidou poetas, que tal e qual os artistas, terão por tema, o carnaval.Em breve, divulgaremos o nome de todos os participantes, mas adiantamos que, entre os  poetas, estarão Marco Llobus (Rede Catitu de Cultura) , Marco Aurélio Lisboa  (do PEN Clube de Itapira,Acadêmico da  AILA,da Academia Menotti del Picchia e  da ALTO ), Brenda Marques Pena (Brenda Mars, Presidente do Instituto Imersão Latina) , Jaak Bosmans, Representante da FALASP em MG , Rogério Salgado e Virgilene Araújo (Belô Poético/Poesia na Praça Sete) e eu, Clevane Pessoa ,que representarei as entidades às quais estou afiliada, com um  poema alusivo, já publicado no Caderno Literário da editora Pragmatha-RS)

Aproveito para agradecer ao generoso convite. E solicito que aguardem o convite oficial .Contamos com a presença de vocês, afiançando-lhes que o congraçamento acontece em um adorável clima entre artistas e poetas.O Diretor do SIAPEMG, Jorge Santos-artista e poeta - nos recebe muito bem na entidade.

Com apreço:

Clevane Pessoa

RESUMO:

Período para entrega das obras: de 06 a 10 de fevereiro de 2012, segunda à sexta, das 12h00 às 17h00. Isto vale para os Artistas Plásticos, que deverão encaminhar para a Galeria os seus trabalhos.
Montagem da exposição: 13/14 de fevereiro de 2012.
Abertura da exposição: 15 de fevereiro de 2012.
Horário da abertura: a partir das 19 horas.
Período da exposição: 16 de fevereiro a 16 de março de 2012.
Horário de visitação: seg a sex, das 13h00 às 20h00."
 

FALHA DA PATA

Lariel Frota



-Uma peça de dominó pelo seu pensamento vô.

-Garoto sapeca, agora quem se assustou fui eu.

-Desculpe, foi sem querer. Você também tá de castigo?

-Eu não, acho que já passei da idade dos castigos, e você,  muito bravo com o seu castigo?

-Maaaaaaaaais ou menos.

-Como assim mais ou menos, ou está zangado ou não.

-Ah vô, a  mamãe disse que eu ia ficar uma semana sem video game pra pensar no que fiz de errado e  aprender a não falar mais palavrão a torto e direito. Quer saber, acho gente grande muuuuuito complicado:tem palavrão direito vô,  e no que ele é diferente do torto?

-Hum!

-Cê acha que depois de dar uma topada na pedra,que  quase arrancou  a ponta do meu dedão eu ia falar: “Ai meu anjinho iluminado, obrigado por essa topada?” Quando eu percebi já tinha soltado três palavrão, daqueles bem feio. Mas eu já escutei o papai, a mamãe e até você falar isso  quando joga truco com seus amigo.



                                                            (….)

-Meu bem, você não acha que exagerou no castigo? Coitado doClaudinho, além da dor  da topada, não poder jogar bola, ainda ficar uma semana sem video game?

-Tenho certeza que não exagerei. Tô tentando dar  um pouco de limite. Ele vai pensar no assunto e perceber  que as vezes é preciso engolir alguns sapos. Fará  bem pra ele aprender com essa experiência dolorosa, pode ter certeza.

-Então tá. Você é mãe,  deve saber o que tá fazendo!



                                                           (…)

-Vô, porque você ainda  tá aí sentado tão quieto?

-Ora, você num tá pensando no que falou  de errado como sua mãe mandou? Então, também tô procurando meus erros.

-Você fala  nome feio?

-Só  de vez em quando!

-Vô, olhando a pata ciscando,  tô tendo uma idéia da hora, quer ouvir?

-Hum hum!

-Sabia que trocando algumas letras um nome feio vira outra coisa, só tem que tomar cuidado com a letra “u”, porque fica meio parecido…

-Daí….

-Daí que na próxima vez que eu der uma topada, ou uma martelada no dedo, pra aliviar a dor  posso falar bem alto e ninguém vai perceber que tô xingando, quer aprender?



                                                (…)



--Não disse que o Claudinho e o meu pai tranformam até  castigo em brincadeira boa pros dois?

-É verdade meu bem, olha   a farra  deles! O que isso, letra de música?

-Sei lá, acho    que não. Deve ser algum joguinho inventado no tabuleiro de letras que os dois construiram nas férias  passadas.





                                             (…)



Os últimos raios de sol  preguiçosamente se escondem no horizonte dourado. A natureza se aquieta nos ruidos da noite  que chega de mansinho. Sob a goiabeira  carregada de frutos maduros,  velho e menino, menino e velho,  felizes navegam em letras trocadas,   juntando-se   no  tempo mágico  quando  amor é infindo. O som das palavras sem nexo  e    das gargalhadas,  ecoam   qual sintonia  perfeita do SENHOR DOS TEMPOS!



-Falha da pata…pata ca parau…falha da para….pata ca parau….falha da pata…pata ca parau…………………..

Sobre cinema e censura nas redes sociais paraenses

© Carpinteiro



O debate sobre a internet, as redes sociais e as novas formas de organização das tribos do cyberespaço, que tanto provocam reflexões de filósofos e sociólogos mundo à fora, está na ordem do dia, e, consequentemente, exige das pessoas medianamente inteligentes que tomem uma posição, ainda que virtual.

É com esta expressão que esclareço e justifica à guisa de introdução algumas das observações que farei abaixo para denunciar a forma como fui expulso de um grupo no qual fui colocado sem sequer ter sido perguntado (Cinema Pará - Facebook).

Como criador e como realizador que tem compromisso com a Amazônia, com o meu tempo, com a minha geração e mesmo com as novas gerações, não posso aceitar a este ato fascista. Faço cinema assim como outros que – como dizia o poeta João do Vale – MUITA GENTE DESCONHECE, muita gente desconhece.

As regras são claras nas redes. Você escolhe amigos e é por estes escolhidos. Você cria grupos ou aceita destes participar. Você curte e compartilha. Mas, se você desafina o coro dos contentes, então você passa a ser vigiado, com o preconceito peculiar de quem não tem paciência para observações outras que não aquelas às quais o próprio conforto se enquadrou de emoldurar.

Entretanto, como já não tenho idade para determinadas coisas e minha cabeça é mais analógica do que digital, sempre que me deparo com uma informação, julgo-me no direito de indagá-la, procurar saber de suas origens e fontes e provocar se os seus objetivos são de fato aqueles aos quais ela supostamente está a se propor.

É que, com o tempo, criei anticorpos para estes tipos de vírus que se apropriam dos pensamentos e ações dos grupos sociais coletivos em benefícios individuais. Logo que percebo esta ação danosa, eu os ataco, a estes vírus, ora com perguntas e mesmo com ironias. Apesar de artisticamente “curtir” a tragédia, prefiro os sátiros aos dramáticos (a tragédia é dionisíaca, o drama, apolíneo, enfim).

A uma determinada postagem neste grupo fascista a que me referi, eu manifestei a minha posição, assim de forma aberta e da mesma forma recebi respostas, pelo que eu e meu interlocutor ficamos a revelar nossas concepções existenciais sobre o fazer audiovisual paraense, ainda que de forma superficial, sem chances para aprofundarmos nossos conceitos e enumerarmos e identificarmos as relações críticas entre os conteúdos de nossos pensamentos.

Pois bem: quem quiser que visite a página para observar que não chegamos nem a trinta linhas “faceanas” para que o meu interlocutor tomasse uma atitude de menina mimada pelo papaizinho e terminasse o nosso pressuposto diálogo com um “passe bem”, seguindo-se de minha exclusão do grupo, da mesma forma que me convidara, sem me consultar, assumindo assim uma postura autoritária e fascista, demasiada perigosa, justo num momento político em que diversas frentes globais estão às voltas com a discussão sobre ação e censura em redes sociais, pirataria, direitos de autor e, mais recentemente, com a prisão do “proprietário” do megaupload.

Fatos, aliás que até podem ter passado despercebidos dos diálogos dos realizadores e produtores de conteúdos digitais aqui no estado do Pará e mesmo esquecidos (ou ignorados?) das salas de aula nas quais se processam as estruturas de conhecimentos (“enlatados”) que são, na maioria das vezes, empurrados goela abaixo via disciplinas acadêmicas supostamente transversais, entretanto, direta ou indiretamente os fatos haverão de nos afetar, na medida em que, numa escalada mais ou menos ligeira, deverão cair os sites de uploads, rapidshared, torrentes, etc.

Estes fatos talvez nada tenham haver conosco, paraenses, nesta imensa floresta sagrada que é a nossa querida Amazônia, a nossa casa, entretanto, as redes sociais e as diversas tentativas de censura às mesmas, em Cuba ou nos Estados Unidos, também nos afetam, ainda que os excluídos sejam pessoas como eu que sempre desafinam o coro dos contentes. E, do mesmo modo, afetam-nos – ou deveriam afetar-nos as inúmeras tentativas de enquadramentos e regras que se vão impondo aos grupos que se organizam ora de forma anárquica e caótica ora de forma absolutamente organizativa e proposital.

Na linha do debate que eu havia tentado produzir naquele grupo fascista, seguindo-se a postagem publicitária de um filme americano, eu objetivamente tencionava formular a crítica tanto às projeções quanto as repercussões (sempre incisivas via médias paraenses que esquecem do cinema amazônida exatamente por terem vergonha do que fazemos) são revelações de um sentimento autocolonialista que historicamente nos tem subjugado a um estado permanente de dominação política, econômica e cultural.

Minha crítica é a esta dominação destes doutos estrangeiros que desconhecem este espaço e propositalmente destroem o que produzimos, seja por não nos respeitarem, seja por não estarem interessados na realidade inexorável de que temos - sim - realizadores de estirpe, além destes cuja esta mesma mídia e academia toleram, pois que que apenas reproduzem regras e conceitos e padrões enlatados e que por isso mesmo tem vez nos festivais e mostras “curados” na região.

Minha crítica é exatamente a estas pessoas que tem espaço nas redes e nos média, mas que nada mais fazem do que repetir estes dogmas e referenciá-los como se - ou ignorassem ou tivessem medo de assumir que existe - sim - nesta terra chamada Amazônia criadores que estão a refletir uma estética e a praticá-la no seu cotidiano, afrontando estes padrões policialescos e fascistas.

Minha crítica é a estes que se dizem críticos, mas que são resenhistas, as estes que se dizem críticos, mas que são usurpadores dos fazeres populares, a estes que se dizem críticos, mas que não fazem a crítica do cinema que se faz na Amazônia.



Rio Branco, Acre, 1 de Fevereiro de 2012

© Francisco Weyl, Carpinteiro de Poesia e de Cinema

(Enviado por Clevane Pessoa Lopes)

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