mercredi 18 janvier 2012

O milenar homem americano

(Excerto do livro “Viagem ao Umbigo do mundo, publicado em 2006)


                                   Depois da visita ao prefeito, nossos harleyros se botaram em formação, e partimos. Havia que subir um comprido caminho que como que contornava a imensa e ameaçadora duna que como que domina Iquique, para se continuar a viagem por uma estrada que corria em outro plano, lá no alto da montanha.

                                   Há que se dar uma explicação de interesse de quem anda de moto, aqui. Quando a estrada que sobe de Iquique desemboca na estrada lá do alto, o caminho para se continuar a viagem é à esquerda, mas é necessário que se entre primeiro à direita,  e que se ande algo como uns 5 quilômetros, até o lugar chamado Pozo Almonte, onde há um posto de gasolina. Se não se fizer abastecimento naquele lugar, o seguinte está demasiado longe para que todas as motos cheguem até ele ainda com combustível. Então, naquela manhã, quando tomamos a nova estrada, alguns companheiros não entenderam tal coisa e saíram da formação. Eles se perderam, tomando a direção oposta à que deveriam tomar. Gastamos um bom tempo até todos voltarem, abastecerem as motos e pegarmos juntos a direção certa, e naquele dia eu entendi a importância de se viajar naquela formação de exército romano.

                                   Foi nessa saída de Iquique, quando já estávamos todos juntos de novo, que o Zé Barbosa fez mais uma das suas: de repente, aumentou a velocidade, ultrapassou imensa carreta que seguia no mesmo sentido que nós e continuou andando na frente dela, diminuindo a velocidade aos poucos. Na verdade, não o víamos, mas vimos como a luz de freio da carreta se acendeu, quando seu motorista passou a pisar no freio para diminuir a velocidade e não atropelá-lo. Só vimos o Azor disparar em alta velocidade para ir lá acudi-lo: como em outras vezes, o Zé Barbosa dormira sobre a moto! Fiel escudeiro que era, cheguei a ouvir falar que o Azor muitas vezes saía para viajar exclusivamente para acudir, despertar o Zé Barbosa nas  suas “dormidas” em alta velocidade. Ah! Zé Barbosa, se então a gente soubesse que um dia o Azor não estaria junto! 

                                   Foi um dia muito interessante. Viajávamos a uma altitude relativamente baixa, o que era confortável, tanto para se ter uma boa respiração quanto para não se sentir frio, e juro que não sei explicar por que cargas d’água, depois de um bom trecho, a estrada passou a ser ladeada por vigorosos e altos arbustos bem verdes, quase como árvores. Como aquela verdura nascera ali? O chão sob eles continuava o chão seco, arenoso e colorido do deserto, mas de alguma forma alguma umidade chegava até ali para que aquelas plantas tivessem medrado com tamanha força e vigor, com brilhantes folhas arredondadas bastante grandes e sumarentas, como se estivessem cheias de água. Talvez do mar viessem até ali nuvens de umidade, não sei.[1][1] No decorrer da manhã, no entanto, aquela verdura ficou para trás, e passamos a descortinar todo um outro panorama.

                                   Como já disse antes, o deserto às vezes é plano; às vezes é de suaves ondulações, e às vezes é feito de altas montanhas. Pois chegáramos na parte das montanhas. Jaka e outros companheiros tinham avisado para eu prestar atenção aos desenhos feitos por antigos povos que veríamos nas encostas das montanhas.

                                   Para as possantes máquinas em que viajávamos o descer e subir aquelas montanhas não fazia a menor diferença, mas penso que seria bastante complicado para motores mais simples, fossem de carros ou de motos. Cada subida e cada descida tinham mais ou menos uns 300 metros, e tinham tal ângulo em aclive e declive que os engenheiros que haviam feito os acertos finais daquelas estradas previram recursos especiais para o caso de alguém perder o freio: de repente, em um ou mais pontos de cada descida, apareciam cortes na montanha no sentido inverso do que se estava fazendo, devidamente asfaltados, para que se pudesse enveredar por eles no caso da falta de freios. Esses cortes alternativos desembocavam, mais acima, em caixas de brita. Quem fizera aqueles recursos que eu nunca vira no mundo sabia que não seria possível ir-se até o final de uma descida daquelas sem freios. Se tal coisa acontecesse, com certeza o infeliz se espatifaria lá embaixo.

                                   Também falei no parágrafo anterior que os “engenheiros que haviam feito os acertos finais daquelas estradas ...” porque de novo era muito evidente como é que aquelas rotas tinham sido abertas, no passado: à força de pés, de muitos pés ao longo de milhares de anos, pés que haviam construído toda uma América pré-colonial grandiosa, e que um dia fora invadida pelo europeu que apenas conseguia enxergá-la como “selvagem”. Ah! As barbaridades da História! Ah! Os crimes todos que se perpetraram em nome de Deus e de riquezas materiais!

                                   Eu observava com atenção a formação das motos subindo e descendo todas aquelas montanhas, e elas eram lindas, azuis, creme, roxas, rosa – e como ali ainda era bastante perto do mar, os ventos marinhos tinham soprado até lá fina areia branca, e esse mesmo vento espargia a areia leve e fina por sobre o colorido das montanhas como quem esparge açúcar sobre um bolo, e a paisagem era soberba! Entre uma montanha e outra havia lá embaixo pequeninas planícies formadas por antigos aluviões, e de repente... oh! Sim, estava lá, era, sim, não me enganava! Igualzinho aos desenhos e às fotos que via em livros de Arqueologia, lá numa pequena planície daquelas, assim do tamanho, diria, de dois campos de futebol, um enorme desenho de um homem estilizado fora feito no chão com contorno de pedras, e a gente podia ver que era coisa muito, muito antiga, pois de alguma forma uma ou outra pedra rolara ou fora jogada para aquele lugar, ao longo dos tempos, e estavam em lugares que não eram o contorno daquele desenho, o que não o descaracterizava. Meu coração deu um pulo enorme, fiquei de garganta fechada vendo aquele desenho lá embaixo, próximo de mim, feito um dia por alguém que fora um artista que, tenho como convicção tal coisa, iria, séculos ou milênios mais tarde, não sei, influenciar a própria arte de Picasso.



Urda Alice Klueger

Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR



[1][1] Desertos costeiros: complementando nota de rodapé já anteriormente começada, incluo mais dados, aqui, sobre desertor costeiros, que é o caso do Atacama – Desertos costeiros geralmente são nas bordas ocidentais de continenentes  próximas aos Trópicos de Câncer e de Capricórinio . Eles são afetados por correntes oceânicas costeiras frias, que correm paralelas à costa. Devido aos sistemas de vento locais dominarem aos ventos alísios, estes desertos são menos estáveis que os de outros tipos. No inverno, nevoeiros, produzidos por correntes frias ascendentes, frequentemente cobrem os desertos costeiros com um manto branco que bloqueia a radiação solar. Os desertos costeiros são relativamente complexos, pois eles são o produto de sistemas terrestres, oceânicos e atmosféricos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto) 
Mensagem do CEBRAC de Zurique:

Caro associado,
nesta palestra poderá esclarecer as suas dúvidas sobre a crise financeira atual, suas causas e consequências.

42°s. JOGOS FLORAIS INTERNACIONAIS DE NOSSA SENHORA DO CARMO - FUSETA 2012

ORGANIZAÇÃO



- A organização destes Jogos Florais cabe à Casa Museu ProfQ Maria José Fraqueza. Sendo seu objectivo homenagear poetas algarvios potenciais concorrentes que mais se distinguiram pela sua honrosa participação, presença, divulgação e mérito. Constando no nosso arquivo entre os primeiros poetas e escritores e mais antigos concorrentes -. o nome do nosso amigo - Eng° TITO OLIVTO HENRIQUES que muito tem contribuído com o seu saber nas diversas actividades culturais.



REGULAMENTO

1 - ADMISSÃO



1.1-O concurso está aberto a todos os poetas nacionais e estrangeiros, desde que se exprimam em língua portuguesa.

1.2 - Podem concorrer em dois níveis etários (quer sejam jovens ou séniores) mas deverão indicar a idade no exterior do envelope, juntamente com o pseudónimo.

2 - Os trabalhos devem ser inéditos e respeitar as regras da poesia, nas variantes seguintes:





2.1 - Quadra Popular - Tema livre - em sistema de envelopes.



2.1 - Poesia Lírica (não se admitem sonetos)



Tema: "Quero beber a luz de cada aurora" Tito Olivio



2.3 - SONETO - Tema: "Vou pintar meu futuro de esperança" - Tito Olivio



2.4 - Glosando em Quadra (poesia obrigada a mote):

           

Mote:

" A vida pouco me deu

E, do muito que eu quis dar,

Sobrou-me um naco de céu,

Que não tem sol nem luar. "



Tito Olívio



3 - PROSA - (Reportagem, entrevista, texto,

       artigo, crónica, conto) subordinado ao tema:



"OS POETAS ESQUECIDOS"



O texto não deverá exceder 2 páginas. A apresentação estética deverá ser feita em papel formato A/4, tipo de letra "Times New Roman" espaço 2, tamanho: 12. Margem esquerda 15 - Margem direita 5.



4 - CALENDÁRIO

4.1 - Recepção dos trabalhos - até ao dia 11 de Maio de 2012. carimbo dos correios. A data da Sessão de Entrega dos Prémios, deverá ser levada a efeito no dia 14 de Julho - Sábado, no decorrer das Festas da Padroeira.



5. - ENVIO DOS TRABALHOS

5.1 - Os trabalhos concorrentes deverão ser enviados pelo correio, sem indicação do remetente, para a seguinte morada:



Casa Museu Profª Maria José Fraqueza

42°s. Jogos Florais Internacionais de N. Sra. do Carmo

APARTADO 71

8700 - 908 FUSETA - ALGARVE - PORTUGAL



5.2 - Variantes: Deverão os trabalhos das modalidades - Lírica, Soneto, Glosa em Quadra e Prosa - serem acompanhados de um envelope fechado, contendo no exterior o pseudónimo, a variante a que respeita e a idade e no interior a identificação, idade, nome completo, a morada do concorrente e e-mail (se tiver).

5.3-O número de trabalhos a apresentar será dois apenas para as quadras populares (escritas em envelopes separados) e um trabalho, em triplicado, para as outras variantes.



6. DISPOSIÇÕES GERAIS



- Não usar pseudónimos repetidos em concursos anteriores.

- Apenas os concorrentes premiados serãoavisados por escrito;

- Os trabalhos não premiados serão destruídos, conservando o autor os seus direitos;

- Os concorrentes premiados deverão nomear, em caso de não comparência, um seu representante;

- As despesas do correio, para envio dos prémios aos premiados, serão suportadas pelos mesmos, em caso de não comparência.

- A classificação dos trabalhos será da competência dos elementos do júri, que será constituído por pessoas competentes de cujas decisões não há recurso, salvo em caso de plágio ou de trabalho não inédito, devidamente comprovado.

- Qualquer omissão neste Regulamento ou situação imprevista, será resolvida pela Presidente do Júri.   




PRÊMIO LITERARTE DE CULTURA 2012

LITERARTE de Cultura 2012", promovido pela Associação Internacional de Escritores e Artistas.



Idealizada pela LITERARTE, a outorga é uma grande homenagem a todos aqueles que brilharam durante o ano de 2011 no cenário cultural e têm como objetivo central reconhecer e trazer a público as melhores iniciativas culturais tendo como critério: talento, criatividade, empreendedorismo, respeito, companheirismo e apoio cultural.
Com este Prêmio, a LITERARTE reconhece, distingui e premia a quem se destaca na sociedade com excelência na gestão de suas carreiras, contribuindo assim efetivamente para o desenvolvimento cultural e, consequentemente, socioeconômico do país.

 
O evento será realizado durante um final de semana cultural, na Sala de Conferências do Hotel Nikko Curitiba, com programação especial composta por: Cerimônia Solene de outorga do Prêmio, Posse dos Conselheiros Literarte, Chá Literário com lançamentos, lançamento oficial do Catálogo Artístico Literário Bilíngue, Exposição de Artes Plásticas, Jantar de Confraternização e Passeio Turístico Cultural. Será definitivamente um final de semana que entrará para a história e abrirá o ano cultural.



A escolha dos homenageados se deu perante um rigoroso processo de análise por parte da Diretoria LITERARTE e será conferido por mérito próprio de desempenho. Conheça a seleta lista de homenageados



CATEGORIA ARTES PLÁSTICAS



Ambrosina Coradi – Brasília/DF

Carmen Fonseca – São Paulo/SP

Electra Salgado Monteiro – Campos dos Goytacazes/RJ

Francisco de Assis Borges – Curitiba/PR

Gilson José – Cabo Frio/RJ

Giseli D`Ajuz – Rio de Janeiro/RJ

Isabel Roberts – Rio de Janeiro/RJ

Janes Barwinski – Brasília/DF

Jo Kawamura – Curitiba/PR

João Alberto L. Afonso – Xanxerê/SC 

José Lisboa – São Paulo/SP

Maria Alice Antunes – Rio de Janeiro/RJ

Maria Lucia Pacheco - Curitiba/PR

Maria Marcia Vince – Londrina/PR

Matilde Toledo – Rio de Janeiro/RJ

Monica Pinto da Rocha – Rio de Janeiro/RJ

Neide Galli – São Paulo/SP

Nequitz – Juiz de Fora/MG

Nilza Pinheiro de Athayde Lieh – Rio de Janeiro/RJ

Sinésio Pereira chueiri (Kalu) – Pato Branco/PR

Taís Monteiro – Marilha/SP

Thereza Theodora – Niterói/RJ

Valni Avellar – Niterói/RJ

Wanessa Prado – Jataí/GO

Zuleika Maria da Conceição Ribeiro (Rizu) – Rio de Janeiro/RJ





CATEGORIA LITERATURA



Angela Regina Ramalho Xavier – Maringá/PR

Arlete Trentini dos Santos – Gaspar/SC

Barão Dr G. Portal Veiga – São Pedro D`Aldeia/RJ

Betty Silberstein – São Paulo/SP

Camila Mossi de Quadros – Londrina/PR

Conceição Santos – Rio de Janeiro/RJ

Danilo Alex da Silva – Araguari/MG

Deise Formentin – Sangão/SC

Dhiogo José Caetano – Uruana/GO

Dora Dimolitsas – São Paulo/SP

Eliana Neri – Barra Mansa/RJ

Eliane Somacal Marcondes Gauze – Pato Branco/PR

Eritânia Brunoro – Rio Branco/AC

Eunice Routhe Fagundes Rodrigues – Piraju/SP

Giullian Telles – Belo Horizonte/MG

Isis Berlinck Renault – Rio de Janeiro/RJ

José Araújo – São Paulo/SP

Josenice Alcoforado de Mendonça (Jô Mendonça) – João Pessoa/PB

Julio Cesar Bridon dos Santos (JC Bridon) – Gaspar/SC

Karoline Ragazzi (Kakal Ragazzi) – Londrina/PR

Lenir Moura – Arraial do Cabo/RJ

Lucas Menck – Curitiba/PR

Luciano Becalete – Moji-Guaçu/SP

Luiz Francisco Silva – Pinhais/PR

Luiz Gilberto de Barros (Luiz Poeta) – Rio de Janeiro/RJ

Marco Hruschka – Maringá/PR

Margot  Weide – Bonn/ALEMANHA

Maria Araujo – Rio de Janeiro/RJ  

Maria Luiza Vicente Engelhardt – Abatiá/PR

Mauricio Paranaguá – Paranaguá/PR

Monica Yvonne Rosenberg – São Paulo/SP

Neri França Fornari Bocchese – Pato Branco/PR

Ney Chagas Pompeu – Rio de Janeiro/RJ

Oliveira Caruso – Niterói/RJ

Paola Vannucci – Curitiba/PR

Renato F. Marques – São Paulo/SP

Rogerio Araujo – São Gonçalo/RJ

Silvia Araújo Motta – Belo Horizonte/MG

Silvia F. Lima – São Paulo/SP

Tarcísio Fagundes – João Pessoa/PB

Valéria Victorino Valle – Anápolis/GO

Vanyr Carla Alves Rabelo – Goiania/GO

Vera Lucia Fávero Margutti – Maringá/PR

Wânia Milanez – Campinas/SP

Yara Vargas – Rio de Janeiro/RJ

Zezé Barcelos – Rio de Janeiro/RJ



Na ocasião serão empossados, oficialmente, os seguintes Conselheiros da Literarte:



CONSELHEIROS NACIONAIS:

Andreia Donadon Leal

Presidente da Academia Brasileiras de Letras do Brasil - Mariana/MG.

Betty Silbertein

Escritora. Revisora e Tradutora oficial da Literarte

De Luna Freire

Presidente da ANBA – Nacional Academia Niteroense de Belas Artes e Ciências

Eliane Mariath Dantas

Presidente da ALAP - Academia de Letras e Artes de Paranapuã e da

FALARJ - Federação das Academias de Letras e Artes do Estado do RJ

Iris Berlinck

Consultora Cultural e Marchand

Jacques Azicoff

Presidente da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande.

José Gonzaga de Souza

ALAB – Academia de Letras e artes Buziana

Presidente Filarmônica Rio Branco – MG

Juçara Valverde

Presidente da ABRAMES - Academia Brasileiras de Médicos Escritores

Katia Pino

Vice-Presidente da Academia de Artes, Ciências e Letras da Ilha de Paquetá

Marly Barbara

Presidente da ABD – Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais

Messody Ramiro Beloniel

Presidente da Academia Brasileira De Trova-RJ

Vera Figueredo

Diretora Cultural da Liga de Defesa Nacional, ADESEG e ABRAMIL.



CONSELHEIROS INTERNACIONAIS:

Camilo Goés

Presidente da Academia de Letras e Artes de Valparaíso, no Chile

Jacqueline Aisenman

Presidente da Livraria Varal do Brasil SARL, na Suiça

Margot Weide

Escritora residente na Alemanha



 

ASSISTA AO VÍDEO DE DIVULGAÇÃO DO EVENTO:

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