vendredi 6 janvier 2012

PARTICIPE DO CATÁLOGO QUE ESTARÁ NO SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DE GENEBRA

CONVITE OFICIAL PARA PARTICIPAÇÃO DO SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE 2012 COM A LIVRARIA VARAL DO BRASIL

L’authentique rencontre entre éditeurs, auteurs, diffuseurs, distributeurs, médias et autres acteurs du monde de l’écrit et de la culture. Son accessibilité fait chaque année la magie de cet événement avec près de 100’000 visiteurs (soit plus de 20% de la population genevoise).

O autêntico encontro entre editores, autores, promotores, distribuidores, mídias e outros atores do mundo literário e da cultura. Sua acessibilidade traz, a cada ano, a magia deste acontecimento contando com aproximadamente 100.000 visitantes (mais de 20% da população da cidade de Genebra)

Convivial et festif, le Salon du livre de Genève est un rendez-vous où visiteurs de tous âges et professionnels se rencontrent pendant 5 jours pour partager et échanger autour d’une même passion: la culture par la lecture et l’écoute de débats passionnés sans oublier les rencontres avec les quelque 500 auteurs présents!

Convivial e festivo, o Salão do Livro de Genebra é um local onde visitantes de todas as idades e profissionais se encontram durante cinco dias para compartilhar e trocar ideias em torno de uma mesma paixão: a cultura através da leitura e da escuta de debates apaixonados, sem esquecer os encontros com mais de 500 autores presentes.

Visitantes de toda a Europa afluem para o Salão do Livro de Genebra!

A Livraria Varal do Brasil estará presente com um stand onde terá o prazer de apresentar a literatura brasileira e de língua portuguesa em geral, com os autores conquistando uma janela de visibilidade muito expressiva num dos mais renomados eventos literários da Europa.
Esta iniciativa, que conta já com trinta e cinco autores brasileiros confirmados, se fará num sistema de participação cooperativa, com a confecção de um catálogo (editado na Itália pela Edizione Mandala, da escritora Mariana Brasil). Este catálogo, colorido, editado em Francês, trará uma biografia breve (cinco linhas) do escritor, com foto, assim como a apresentação de um livro de cada autor. O catálogo será distribuído durante o salão para visitantes, editores e agentes literários.
Infelizmente as vagas para o catálogo e apresentação do livro no Salão serão limitadas, pois, como podem adivinhar, não teremos como levar todos os livros de todos os autores para o evento.
Assim, selecionaremos os autores que desejarem participar deste sistema cooperativo e que, para tanto, colaborarão com simbólicos CHF 100,00 (cem francos suíços).
Este valor deverá ser depositado até 30 de janeiro de 2012, o mais tardar, na conta abaixo mencionada da Livraria Varal do Brasil. O comprovante de depósito deverá ser enviado por e-mail e um recibo será emitido. O recebimento do comprovante consolidará a inscrição do autor no catálogo e a participação de seu livro no stand da Livraria Varal do Brasil.
Cada autor participante receberá um exemplar do catálogo.

Esperamos contar com você, escritor! Esperamos ter livro em nosso stand!
 
Genebra, 06 de janeiro de 2012

Jacqueline Aisenman         
Diretora-Presidente da Livraria Varal do Brasil

Maiores informações pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com


O ALCAIDE DE IQUIQUE

(Excertos do livro “Viagem ao Umbigo do Mundo, publicado em 2006)


   Iquique tem uma dramática história, se olharmos para o passado. Abrigo de antigos pescadores, sofreu muitos terremotos e muitas vezes se incendiou. Houve mais tragédias, porém.  Encontrei diversas fontes discordantes no número de mortos nos acontecimentos de Iquique em 1907,  e então tive que optar por uma que traz um número que eu diria “médio” de pessoas massacradas. Vejamos: “A cantata de Santa Maria de Iquique, de Luiz Advis, fora apresentada pela primeira vez no II Festival da Nova Canção Chilena de 1970. (...) ela relatava a história do massacre de 3.000 mineiros de nitrato, com suas esposas e filhos, durante greve, em Iquique, em 1907.”[1][1] Aclarando um pouco melhor a informação atrás, nessa greve de 1907 a situação tinha-se tornado tão insustentável que os mineiros e suas famílias foram se abrigar todos numa escola – e a escola foi cercada, e lá dentro dela,  foram todos massacrados sem a menor piedade                                    
 Hoje a gente olha para aquela cidade bonita e quase não consegue crer que tal coisa tenha acontecido lá.
 Dois dos nossos companheiros,(...), tinham ligações políticas lá, isto é, eram amigos do alcaide, quer dizer, o prefeito, e queriam lhe fazer uma visita de cortesia, na manhã seguinte. Fomos todos juntos, em grande estardalhaço, até a residência do mesmo, que estava em plena campanha política pela reeleição. Essa visita merece um capítulo especial deste relato e algumas explicações interessantes.
 O alcaide de Iquique teria lá seus sessenta e tantos anos, e era um político profissional com todas as características. Recebeu-nos diante da sua casa, fez-nos ficar em semi-círculo, postou-se no lugar mais privilegiado para que o víssemos, e começou seu discurso.
 O cara era um pinochesão[2][2] de marca maior; estava a tentar, agora, a enésima reeleição consecutiva – era alcaide de Iquique fazia 24 anos! Fico pensando, até hoje, o que aquela liberdade que tinha de agir, quase como se fosse dono de Iquique, não lhe permitira praticar nos esconsos da longa ditadura daquele país. Era evidente a sua autoridade até conosco, viajeiros ocasionais, passantes por acaso na cidade da qual ele era como que dono.
Depois que nos colocou na formação que queria, começou seu discurso mais ou menos assim:
 - “Quando eu era jovem, eu olhei para o mapa e entendi por que os Estados Unidos eram tão poderosos: é que eles tinham navegação tanto no Atlântico quanto no Pacífico ..." -”e ele teceu umas tantas loas aos Estados Unidos, e eu fiquei olhando aquela figura da qual não esperava mais do que aquilo, pensando em quando ele acabaria, quando o discurso dele tomou rumos totalmente inesperados.
  “Durante a minha vida, eu viajei mais de cinqüenta vezes ao Brasil”- Vou tentar resumir mais resumidinho o discurso do alcaide de Iquique. Ele viajara para o Brasil por lá e por cá, quer dizer, pelas diversas possíveis rotas a serem feitas desde Iquique, isto é, via Argentina, ou via Paraguai e Bolívia, e achara todas muito longas, fora de mão, complicadas, difíceis. Tal fato lhe despertara a vontade de achar uma rota mais fácil e curta para o Brasil, e para tanto muito andara pesquisando durante os últimos 40 anos, através de matos, desertos, e da imensa Cordilheira dos Andes. Segundo ele, conseguira achar a tal rota – precisava agora de apoio do Brasil para que fosse aberta a tal estrada, que de Iquique, no Oceano Pacífico, até o Centro Oeste brasileiro, teria apenas 1.300 quilômetros, com direito a dois túneis, etc. Através do Pacífico, a nossa soja e outros produtos levariam apenas  24 dias para chegarem à China, ao contrário dos 32 dias que levavam desde Paranaguá, contornando o Cabo da Boa Esperança, o que, em termos de transporte e custo, representava grande economia para um país. Aí os meus amigos fizeram a sacanagem costumeira:
-         Señor, tenemos conosco una periodista! – eu não era jornalista coisa nenhuma, mas meus companheiros viviam me apresentando como tal a cada vez que surgia um problema, como guardas de estrada começarem a pedir muitos documentos ou a qualquer coisa inconveniente. Costumava funcionar, as coisas se resolviam mais facilmente se havia uma periodista a bordo - só que aquela notícia deixou o alcaide de Iquique doido de alegria. Identificou-me no semicírculo, veio até mim com o maior sorriso, já anunciando:
-         Lula! Você vai levar o meu projeto até Lula! – e os meus companheiros ali sérios, como se eu fosse mesmo alguma famosa jornalista com trânsito livre  no palácio do Planalto e capacidade de barganha para pôr em prática o projeto do prefeito de Iquique.
 Esse mandou vir o projeto que tinha feito. Era um papel enorme, onde estava cuidadosamente impresso imenso mapa com a famosa nova rota, dobrado e redobrado muitas vezes, e pôs-se a abri-lo. Penso que, inteiramente desdobrado, o mapa ocuparia uma área enorme, como uma sala média, diria. Eu cá não duvido das boas intenções do alcaide de Iquique naquele assunto, nem duvido que ele tenha mesmo descoberto rota mais viável para do Brasil chegar-se ao Chile – mas o meu novo cargo de periodista me dava responsabilidades inesperadas, como a de voltar ali depois do encontro em Cusco, e fazer com ele, de jipe, através de tenebrosos caminhos, a rota até o Brasil. Os safados dos meus companheiros davam a maior força, prometiam que voltariam comigo, etc. Então o alcaide lembrou-se de avisar à sua esposa para chamar a imprensa.
 O cara devia mesmo mandar na cidade, pois num instante estavam ali  rádio, jornal  e televisão, e ele se pavoneava como candidato profissional, pinochezão de cabo a rabo, e então não deixei por menos: como naquela manhã fazia um certo friozinho, eu havia vestido uma jaqueta um tanto leve que tenho, e que traz escrito, em diversos pontos, e em letras bem grandes, a palavra “Cuba”. Lembro de quando usei pela primeira vez tal jaqueta, alguns dias antes, e apareci para jantar com os colegas de caminho, diversos deles olharam-me bastante perplexos, e limparam a garganta antes de perguntar:
-         Cuba, é, dona Urda? 
Eu tinha encarado.
-         Por que? Se fosse Nova Iorque não tinha problema, né?
 Aí ninguém mais tinha dito nada da minha jaqueta, e eu a usava de acordo com a temperatura.
Pois naquela manhã dei-me conta que estava justamente com aquela jaqueta, e foi a imprensa chegar e eu me colocar de braço dado com o alcaide, tivesse ele as intenções que tivesse. Tanto nas fotografias quanto na televisão ele saiu de braço dado com uma mulher que usava uma jaqueta com a palavra “Cuba” impressa em grandes letras, em plena campanha para reeleição. Acho que ele estava tão animado com a periodista que levaria seu projeto até Lula que nem se deu conta do detalhe. Soube depois que ele se reelegeu. Fico pensando se o projeto dele é viável ou não. Gostaria de um dia saber.

Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia na UFPR


[1][1] JARA, Joan. Canção inacabada. A vida e a obra de Vítor Jara. Rio: Record, 1983. P.265
[2][2] Partidário de Pinochet, ditador de extrema-direita que assumiu o governo do Chile em 1973, quando foi assassinado dentro do palácio presidencial, por um bombardeio, o presidente que tinha sido legitimamente eleito, Salvador Allende.

Salão de Fotografia da Fundação Pierre Chalita-2012

Curadores: Carlos Gama Junior e Solange Chalita


O Salão de Fotografia da Fundação Pierre Chalita, cuja finalidade é incentivar, divulgar e valorizar a produção fotográfica alagoana, destinando-se a fotoartistas residentes em Alagoas e será inaugurado no dia 19/01/2012 às 19hs, ficando aberto à visitação pública até o dia 19/03/2012.

1. As obras fotográficas não estarão sujeitas a qualquer tipo de critério, tema, assunto ou técnica adotada, sendo garantida ao autor a mais ampla liberdade de criação nos limites das determinações previstas neste regulamento.

2. Serão oferecidos três prêmios a obras escolhidas por uma comissão julgadora:
        - 1º lugar: Prêmio Braskem – R$ 3.000,00
        - 2º lugar: Prêmio Fundação Pierre Chalita – R$ 1.000,00
        - 3º lugar: Prêmio Fundação Pierre Chalita – R$ 500,00
- As obras classificadas do 4º ao 10º lugar receberão certificados de “Menção Honrosa” concedidos pelo Salão de Fotografia da Fundação Pierre Chalita.
- A todos os fotoartistas inscritos será concedido um certificado de “Participação” no Salão de Fotografia da Fundação Pierre Chalita.

3. O júri será composto por cinco integrantes com conhecimento da fotografia nacional e internacional, não ligados a quaisquer dos membros filiados ao Salão de Fotografia da Fundação Pierre Chalita.

4. É vedada a inscrição direta e indireta, dos integrantes da Diretoria e do Conselho da Fundação Pierre Chalita no Salão de Fotografia.

5. As inscrições serão realizadas no período de 19/12/11 a 10/01/2012, mediante a entrega do material a ser exposto na Fundação Pierre Chalita, situada na Praça Manoel Duarte, 77 – Jaraguá, Maceió/AL no horário comercial de segunda a sexta-feira. As inscrições são gratuitas.

6. Cada inscrito poderá participar com até três fotos produzidas por procedimentos fotográficos, cujas imagens tenham sido captadas por meio de emulsões fotográficas ou de modo digital.

7. As obras deverão ser entregues no tamanho 20 x 30 cm, em papel fotográfico e gravadas em CD com resolução mínima de 300dpi, nas medidas 0,80 x 1,20m ou maior e sem interpolação.

8. A não apresentação do CD, ou a apresentação com erro de leitura, implicará na nulidade da inscrição.

9. Para efetuar a inscrição, os participantes deverão preencher uma ficha com os dados pessoais fornecida pela FUNCHALITA e ao mesmo tempo entregar um envelope ao Salão de Fotografia Fundação Pierre Chalita, contendo:
9.1. As fotos impressas em papel fotográfico e montadas em cartolina guache preta deixando uma margem de dez centímetros e um CD com as imagens que devem ter a resolução e dimensões solicitadas neste edital, e estarem disponíveis com permissão de uso da imagem para divulgação na mídia sobre o concurso.
9.2. Comprovante de residência em nome do participante

10. Em nenhuma hipótese serão aceitas inscrições, e entrega de material fora do prazo.

11. Uma vez terminada a mostra os fotoartistas inscritos devem retirar pessoalmente suas obras no Museu da Fundação Pierre Chalita, situado na Praça Manoel Duarte, 77 – Jaraguá, Maceió

OFICINA CULTURAL "SILVIO RUSSO" / CURSO


PRODUÇÃO DE CURTA-METRAGEM
Coordenação: Lucas Casella.
21/01 a 24/03/2012 – sábados – das 8h às 12h.
Público: a partir de 15 anos. -
INSCRIÇÕES ON-LINE: (ou 9702-5883), de 05 a 20/01. - 20 vagas.
Local: EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" (Paraisão): Rua Augusto Keller, 139.
A oficina aborda, de forma teórica e prática, todas as etapas concernentes à realização de um filme em curto espaço de tempo e com qualidade técnica, de modo a fomentar e difundir a produção de curta-metragem. Lucas Casella é formado em Publicidade e Propaganda e cursa pós-graduação em Cinema. Produziu, dirigiu, editou e musicou diversos curtas, entre eles “O Litro”, contemplado no Mapa Cultural Paulista, e “Os Três Desejos de Jandira”, exibido no Canal Brasil.

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