mardi 3 janvier 2012

DIA DA PAZ

MOR

Chamado em toda a terra
Como o dia da paz.
Neste dia que já encerra
Na luta de um capaz.

A paz fica arrepiada
Em total contrangimento.
Da noticia que é dada
A morte do constrangimento.

Ele se despediu
Espera o próximo ano.
Ainda não dessistiu
Salvo qualquer engano.

Esta busca continua
Acabar com toda a guerra.
Numa aventura profícua
Na face desta bela terra.

Até primeiro de janeiro
Lá no próximo belo ano.
Luta de um ano inteiro
Salvo de qualquer engano.

São José/SC, 1 de janeiro de 2.011.

TEMPO E LIBERDADE

Por Gilberto Nogueira de Oliveira

Nazaré, 06-07-1968

Andei por todo o mundo
Em busca de algo que nunca vi,
Algo que nunca tive
Mas, que desejava.
Nada encontrei, exceto abismos.
Nem sei bem o que procurava.
Talvez o infinito,
Talvez a verdade,
Talvez eu mesmo,
Talvez a liberdade,
Talvez o amor.

A liberdade é como o tempo.
Quanto mais a queremos, menos a temos.
É também como os peixes,
Quando estão presos na rede
E quanto mais tentam sair, mais se embaraçam.
Não sei o que queria. Eu queria a liberdade
Mas, não tinha tempo para procurá-la.
Se a liberdade depende do tempo
Não existe nem tempo nem liberdade.
Qual a liberdade do tempo? E o tempo da liberdade?
Para que haja liberdade é preciso libertar o tempo.
Para que haja tempo é preciso libertar o homem.
É preciso dar tempo ao homem
Para protestar pró-liberdade.
Para protestar contra a falta de tempo
E ter tempo para protestar
Contra a falta de liberdade.

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