samedi 15 décembre 2012

MOSQUITO: UM ANO


EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

“Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam”
                                     (Edmund Burke)
“Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita”
                                   (Confúcio)

Faz um ano que Amilton Alexandre  – o popular Mosquito –  viajou paras as plagas que não conhecemos.
Meu pequeno texto não é uma exaltação. É um elogio da memória.
Nada somos sem ela.
Num mundo tão volátil, em que nada dura, no qual triunfa o mercantilismo, em que vigora o “desencantamento do mundo” e – em nosso Brasil –, a traição de tantos valores, uma pena e uma voz indignada fazem muita falta.
Posturas voluntaristas ou que tenham sido eventualmente injustas, ficam menores diante da coragem de enfrentar os poderosos de plantão, de dar nome aos bois, e de revelar a traição diária e contínua dos novos dos do poder.
Fazes falta, amigo!
Num tempo de acomodação, de achar que nenhum esforço vale a pena, uma vida corajosa que se vai, deixa um buraco.
Não somos ilhas.
Pela “inter-subjetividade” das consciências, pelos sonhos que gestamos em nossa breve trajetória, estaremos unidos para sempre.
Como dizia grande arquiteto que há pouco se foi – Dr. Oscar Niemeyer – a vida é um sopro.
“A vida não é justa. E o que justifica esse nosso passeio é a solidariedade” – ele complementava.
Só queria de te dar um abraço.
E dizer que continuamos vigilantes, atentos – não esquecendo.
E perguntando: o que está morte fez com tanta vida?
Nenhum sacrifício e nenhum esforço foram em vão.
Algo de ti ficará. Algo de nós sempre ficará.
Não estás mais onde nós estamos, mas estarás sempre onde nós estivermos.

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