lundi 24 décembre 2012

CONECTADOS/DESCONECTADOS


   (NATAL)
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

“Mandei lustrar os instantes do tempo, rebrilhar as estrelas, lavar a Lua com leite e o Sol com ouro líquido. Cada ano que se inicia, começo eu a viver”
(Clarice Lispector– 1920–1977)

Será tudo apenas fugaz?
Há um presépio, um menino e sua mãe.
Um pai.
Não é preciso muito:
Eras – menino – a antítese do mercantilismo que invadiu corações e mentes.
Mas Ele esta aí – aqui, no domingo que nasce, no pássaro que canta, além das misérias tantas.
Tudo se evapora, tudo parece oblívio.
Mas não esqueçam: nasceu um menino.
E ele não precisa de espumantes, presentes caros, carrões, engenhocas eletrônicas.
Conectados na rede, mas desconectados com a vida: assim estamos?

Apenas, acumulamos, não unificamos.
Parodio Drummond; onde estás,  precária síntese?
Mas não esqueçam: há um menino, um presépio, um dia recém-fundado, um esperança – sempre.

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