mardi 20 novembre 2012

Historia de amor digital...


Tempos modernos, sentimentos antigos, relíquias tecnológicas! No tempo dos meus avós, dos meus pais, se guardava a história de um amor em cartas com papel amarelado pelo tempo, um amarradinho com várias delas, cartas com a tinta começando a borrar; no meio delas algumas poesias muito inspiradas, originais ou copiadas de algum poeta. No meio de algum caderno ou livro antigo pétalas de rosas desidratadas pelas páginas, recebidas no aniversário ou algum dia dos namorados, discos de vinil com alguns riscos e a capa restaurada a Durex. Algumas fotos tão amarelas quanto comoventes, registro de felicidade. Agora no século 21, em lugar das cartas guardamos e-mails e histórico de comunicadores instantâneos, pelo menos aqueles que não deletamos intempestivamente em algum momento de irritação, no lugar dos discos de vinil anexos mp3, no lugar das fotos impressas, fotos digitais em jpg, no lugar da pétala guardada, um gif animado de um ramalhete de rosas, e ainda uma vantagem guardamos os bate-papos do dia a dia, o bom dia carinhoso, o elogio ou declaração de amor no meio do dia, o “boa noite” tranquilizador e aconchegante, as piadinhas e chamegos. Quase ia me esquecendo do celular, embora mais efêmeros os SMS’s tiram sorrisos nos momentos mais inesperados, um beijo teleguiado, um convite romântico, ou apimentado.  Como tudo na vida as relações mudam, as pessoas mudam, novas gerações chegam, os recursos mudam, a tecnologia estabelece novos padrões, mas o amor continua sempre... adormecido por momentos, mas vivo, latejante!


O autor: Carlos Ferreira nasceu em São Paulo, formado em Comunicação Social pela ESPM, e é Pratitioner em Programação Neurolinguística (PNL).
Atua no mercado editorial há 24 anos nas áreas comercial, marketing, captação de patrocínio para projetos culturais. Tem uma segunda profissão, quase um hobby é locutor profissional.

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