samedi 27 octobre 2012

Inflexão...



Talvez chegada hora de ser criança novamente,
Aquela criança que eu nunca fui...
Flui na sensibilidade de encontros e desencontros,
Vencendo meus monstros...

Projetos dum resgate especial, vitória bem ao mal,
Comiseração celestial: façam jogo senhoras e senhores,
Atrizes e atores do cassino do Céu...
Smoking de mel, intrépido da trova rápida...

Declaro-me em todas as mulheres, amores santos ou bandidos,
Livres ou reprimidos, libertinos ou comprimidos...
Amantes ou amigos, adrenalinas ou perigos,
Quais doses dum embriagar, quase lúdico amar...

Glicose deste menino, suave cavaleiro peregrino...
Convalescência covardia de ouvir o sino Zé Ramalho,
Quase pague meu dinheiro e vista sua roupa,
Brilho volúpia em dúvida marginal... Doce ou sal...

Escrevo descritivo duma poesia minha, poderia ter sido...
Então prossigo sorrindo, leve e colorindo...
Só o limite da oportunidade, quanto vale um homem,
Em cada um dar o que tem... Lírico enquanto convém!

Sendo que o que realmente conta, é o que contém...
Gargalhadas naturais não do que você tem, mas quem você tem...
Descontrai belo renovar sorriso que atrai... Salva e distrai...
Perambulando pelos rabiscos, inflexionados gritos!

Quase ritmos e ritos, outrora sacrifício perfeito...
Flertar faceiro e aceito, gueixa descobrindo seu leito...
Leiaute das sempre novidades, noviço da verdade!
Castiço é o cálice dessa aventura, postiço durma cura...

Por José Carlos Paiva Bruno
OABRJ 73304

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