samedi 3 mars 2012

Camaradas, Camarás, Companheiros e Compas de todos os credos e incredulidades.

Texto de Raul Longo
(enviado por Urda Alice Klueger)

Quero avisar de que já se encontra nas livrarias do Brasil a segunda edição de FILHOS DE OLORUM - CONTOS E CANTOS DE CANDOMBLÉ.
Escrevi esse livro quando morei na capital baiana. Trata do que aprendi com grandes mestres da cultura afro-brasileira: dos mundialmente afamados à gente das ruas e periferias, das matas e dos morros, das praias e do campo. Registrei seus conhecimentos sobre os deuses e através dos orixás moldei os personagens fotografados por minha percepção literária. Falo ali de homens, mulheres, velhos e crianças, através de seus arquétipos e seus significados.

A primeira edição de FILHOS DE OLORUM aconteceu em 1980. Algumas histórias foram publicadas na África de língua portuguesa e outras, versadas ao inglês por publicações dos Estados Unidos onde uma crítica de literatura, Sky Morrison, as considerou hipnóticas. Aqui no Brasil, o primeiro comentário foi o do escritor Ignácio de Loyola Brandão quando o livro ainda era inédito: “Um livro de contos que resultou num quase romance. De leitura difícil, mas fascinante”.

Edson Braga, pioneiro diretor de grandes sucessos da teledramaturgia em novelas (“A Viagem”, “Mulheres de Areia” – TV Tupi) e adaptações de obras literárias (Maquiavel, Dostoievski, Machado de Assis, etc.  – TV Cultura) projetou reunir os contos de FILHOS DE OLORUM num seriado. Infelizmente Edson Braga não pode concluir o que afirmava que seria a chave de ouro de sua carreira. Ao transpor antecipadamente os umbrais da existência física, deixou-me a tarefa que venho tentando concluir, embora sem a mesma experiência e brilhantismo. E assim FILHOS DE OLORUM vem se tornando o primeiro roteiro de seriado sobre a cultura afro-brasileira, sob o título desenvolvido pelo Edison: “ORIXÁS” .

Como autor, qualquer meu comentário é suspeito, por isso transcrevo o dos editores, na orelha desta primorosa edição da Pallas Editora e Distribuidora, do Rio de Janeiro: “Filhos de Olorum – contos e cantos de candomblé é um livro para ser lido muitas vezes... Cada conto de Filhos de Olorum pode ser lido como uma bela narrativa mítica e como uma análise social. E cada leitura desvenda mais um mistério, proporciona mais uma descoberta, dá margem a mais uma reflexão”.

Caso queiram conferir a exatidão dessas opiniões, além das livrarias podem encontrar também pelo endereço: http://www.pallaseditora.com.br/produto/Filhos_de_Olorum/229/
E de quem o fizer, agradeceria comentários, críticas e opiniões. Sugestões também.
Muito axé e abraço grande!


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