samedi 11 février 2012

COISAS E LOISAS

Janeiro.  2012



Esta escapou no meu livro “Causos Causados – Cócegas na Inteligência”:

Alcebíades, corretor de imóveis. Elegante no vestir e de gestos.  Um gentleman. Competente, respeitoso e bem articulado. Como se dizia, de fino-trato.

Pegou uma senhora de rendas e prendas, granfina, da distinta,  recém enviuvada.  Queria comprar um apartamento, só pra ela, com a herança deixada pelo marido. Era perfeccionista, emburrada, enjoada, enfim, tão chata que o marido até foi antes. E todo apartamento que Alcebíades lhe mostrava, sempre arrumava um defeito. Na fechadura do banheiro que não dava duas voltas, num azulejo do rodapé um pouco fora do tom dos demais, no interruptor de luz que deveria ficar dois dedos mais afastado da porta.  Ah, eh! Ela sempre pedia a ficha completa dos vizinhos. Não queria cachorro, criança e velho com tosse.

Até que um dia, depois de meses, parecia estar tudo nos conformes. Mas na hora de sair, em vez de voltar pelo elevador social, quis ir pelo de serviço. E na área de despejo viu uns sacos de cimento. Sobra. Certificou-se de que fora usado na construção e enguiçou. “Cimento Portland?  O falecido, que era construtor renomado,, disse que esse cimento não pega”. Alcebíades desceu do pedestal: “Vou lhe dizer uma coisa, minha senhora, não pega, não pega, mas quando pega é foda!

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Um cientista chinês descobriu que suco de limão com umas gotas de álcool, para lavagem vaginal, livra a mulher de qualquer infecção, deixando a “perseguida” ativa, saudável.

Conhecendo o brasileiro como conheço, logo  vai sugerir que se coloque um pouco de açúcar e  faça jus ao nome “pau” para preparar original caipirinha. E irreverente, vai aconselhar: “Se chupar, não guie”.

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Juninho surpreendeu esta da sabedoria popular:

PASSEATA DO ORGULHO GAY:               1 MILHÃO DE PESSOAS.

PASSEATA CONTRA A CORRUPÇÃO:         2.500 PESSOAS.

Conclusão: tem mais gente lutando pelo direito de dar o rabo, que pelo direito de

                não ser enrabado.

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E vocês pensavam que em 31.12.11 tinham ficado livres dos meus PORÕES

Voltei, só que um pouco mais sacana. Foi recaida. Pronto ! Já passou.

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O mais triste, comovente, que ouvi neste último Natal (Último?), foi do consagrado articulista Janio de Freitas. Uma velhinha, maltrapilha, tremendo de frio,  numa calçada de vento encanado, vendia canetas esferográficas. Jânio deu-lhe um agasalho. Ela agradeceu e perguntou: “Moço, posso vender?”.

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Não adianta eu ser duro, sem grana. Não tenho cara de pobre.

Sou rico com pouco de bens materiais. Muito pouco que me dá prazer. Só serve para mim, mas reflete bem-querer e distribui bom humor a retalho aos meus próximos. É patrimônio que ninguém pode me roubar.


 

Aguinaldo Loyo Bechelli

Cronista. Poeta. Percussionista

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