vendredi 10 février 2012

AOS DETURPADORES DO AMOR

Amigos:



Leiam o forte e necessário poema do Diovvani Mandonça, poetamigo ,da melhor categoria, sobre os repetidos casos de violênciaas contra a Mulher!  Em minha trajetória de Psicóloga, em S,Luiz, MA; SP; Belém- Pará e em especial no Hospital Júlia Kubtischeck, em Belo Horizonte, MG-onde moro desde 1990, sempre levantei a bandeira  a favor do gênero feminino;.Por ser uma, e pelos que sofrem desnecessariamente jugos de poder indevido.Ministrei palestras, escrevi jograis, promovi debates, poematizei o tema. Tenho um livro-do qual gerou-se minha mostra de desenhos e poemas chamada Graal Feminino Plural-um terço do livro todo e que recentemente foi transformado em catálogo por Marco llobus, editor da catitu, à disposição no ISSUU

Gosto do fato de ser um homem quem agora escreve, nesse caso, dessa forma veemente e com estilística própria, com um título tão pertinente.  

Congratulo-me com ele, pelo sucesso que o poema vem fazendo.Diovvani Mendonça é  ainda muito conhecido por semear ações culturais, premiado pelo Projeto Pão e Poesia, generoso colaborador de todos nós.

Abrs:

Clevane Pessoa




Diovani Mendonça

Se tiver que bater, bata.

Mas na cara da própria covardia.

Se tiver que arrancar, arranque.
Os cabelos da própria valentia.

Se tiver que rachar, rache.
A testa da própria hipocrisia.

Se tiver que furar, fure.
Os olhos do próprio ciúme.

Se tiver que puxar, puxe.
As orelhas do sentimento de posse.

Se tiver que apertar, aperte.
O gatilho no nariz da própria sorte.

Se tiver que lascar, lasque.
As unhas da própria vaidade.

Se tiver que enjaular, enjaule.
A própria irracional animalidade.

Se tiver que incendiar, incendeie.
A casa e o quintal da própria maldade.

Se tiver que amputar, ampute.
Os músculos de sua pré-potência.

Se tiver que socar, soque.
A boca da própria ignorância.

Se tiver que quebrar, quebre.
Os dentes da própria arrogância.

Se tiver que cortar, corte.
A própria língua que enfeitiça.

Se tiver que enforcar, enforque.
A garganta da vingança.

Se tiver que envenenar, envenene.
O ventre da própria insegurança.

Se tiver que metralhar, metralhe.
A vidraça da própria desconfiança.

Se tiver que atirar, atire.
No peito da própria amargura.

Se tiver que amarrar, amarre.
As patas da própria força-burra.

Se tiver que decepar, decepe.
Os dedos da própria loucura.

Se tiver que esfaquear, esfaqueie.
As longas pernas da própria mentira.

Se tiver que aprisionar, aprisione.
As mãos e os pés da própria ira.

Se tiver que sufocar, sufoque.
O grito do próprio desespero.

Se tiver que afogar, afogue.
As próprias mágoas enfim.

Se tiver que matar, mate (e bem matado!).
O egoísmo dentro de si.

Reflita... Erga a cabeça e vire o disco
e que ninguém tenha que fazer nada disso.

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