lundi 28 novembre 2011

As Emoções do ANTES, do DURANTE e do DEPOIS

Da Gilma para REBRA

(sobre o maravilhoso encontro das escritoras que compõem a Rede de Escritoras Brasileiras no lançamento do livro O indiscutível Talento das Escritoras Brasileiras no último dia 14.11)

O ANTES é virtual. Emails vão e vem. Prazos, dúvidas, capa e contra-capa, recomendações. Joyce comanda o turbilhão de expectativas.
O DURANTE é real. No grande dia, elas chegam devagar. Quem as vê, indaga para onde vão tantas mulheres bonitas? Mal sabem que elas formam um bando especial, sem equivalências em nenhum reino animal, vegetal ou mineral (a menos que fizéssemos comparações metafóricas, alegando que pertecem à uma colméia só de abelhas-rainhas ou que parecem frutas maduras derramando doçura, ou pedras preciosas já lapidadas pelas experiências vividas). Elas têm vocabulário e gramática próprios: são REBRINHAS que trocam entre si BEIJAS e ABRAÇAS (para mim são minhas AMORAS). Nas fotos falam e se entendem todas ao mesmo tempo - instantes de embolada intimidade. Criam-se novas recordações para levar com os livros. Joyce comanda as poses "comigo" e "semigo".
O DEPOIS volta ser virtual. Chegam vídeos, retratos e e-mails muito bem escritos, elas são inteligentes e fazem jus àquela pena da capa da Antologia, agradecem e pedem mais, tudo naquela base de juntas viver e reviver esses momentos lindos!!!!!! Joyce planeja novas emoções...

Sobre Gilma:

Gilma Limongi Batista, autora do texto acima, escritora de talento, batalhadora por sua Amazônia. Gilma está à esquerda, cercada das amigas escritoras Jacqueline Aisenman, Hebe C. Boa-Viagem A. Costa e Marluce Portugaels.



Gilma Limongi Batista com a Presidente da REBRA, Joyce Cavalccante e as muitas e talentosas Rebrinhas

FOTOCOLAGEM DE MADHU MARETIORE: HUMANO

ENVELHECER 2

Texto do escritor Emanuel Medeiros Vieira






Já virou um lugar-comum afirmar que cada idade tem seus encantos e suas dores.
Na sociedade midiática e de consumo – com a hegemonia da aparência sobre a essência – o pavor do envelhecimento virou norma.
Plásticas, botoxs, tudo o que for oferecido pelo mercado  recurso para  “suspender” (parar, deter) o tempo.
No interior do capitalismo feroz – do individualismo exacerbado –  onde valemos pelo número do nosso cartão de crédito e não pelo que somos,  tal postura virou algo normal.
Parece que quase todos (as) a aceitam.
Será que apenas uma minoria percebe que muitos fazem de suas vidas um engodo e uma mentira constantes?
Que vivem em função do olhar alheio, não de um projeto existencial individual, com voz própria, focado no trabalho e na ética?
No meio das ditas celebridades, tal postura é hegemônica.
A pessoa não quer ser. Quer se vista. Admirada pelos outros – apenas isso.
Quer aparecer na TV. Quer ser modelo. Quer se a garota do “Fantástico”.
Como observa o psiquiatra Alfredo Simonetti, “lutamos brava e ferozmente, com todas as armas que a medicina, a cirurgia, a tecnologia, a nutrição etc. nos proporcionam contra as manifestações da passagem do tempo no nosso corpo e na nossa mente”.
Tende-se também a falar da velhice de uma forma idealizada – mecanismo compensatório? –,
usando  expressões como ‘melhor idade’ ou ’feliz idade’, “coisas que evidentemente a velhice não é”, conforme observa o psiquiatra citado.
A pessoa pode ter 70 anos, mas diz que se sente como uma “garota (ou garoto) de 18”.
Pode se sentir. Mas não é.
Esse caminho é uma busca desesperada de negar as perdas e limitações que costumam acompanhar o envelhecer.
(Não, não é demissão. É fundamental  procurar viver bem cada dia, produzir, ler, escrever, plantar, amar a jardinagem, caminhar, fazer amor, nadar – seja lá do que o sujeito gosta.
 Mas não estou fazendo um tratado de auto-ajuda...)
Esquecer as picuinhas, as mágoas, o recalque – ou internalizá-las de uma maneira que não faça mal à alma: isso é muito bom, não se preocupando  com o juízo alheio (apenas das pessoas que realmente nos importam e que valem à pena)
Luto e luta.
“Luta é tudo aquilo que a gente faz para mudar uma situação, e luto é tudo aquilo que a gente faz para suportar aquilo que não pode ser mudado”.
Sempre me lembro de Shakespeare:  “A mágoa é um veneno que a gente toma, pensando que o outro vai morrer.”
Não adianta fazer de conta que a velhice não existe. Ou que ela não vai chegar.
Chega sim! Só não vem, se a “Indesejada” vier antes, como diria o Conselheiro Acácio.
Uma famosa atriz americana dizia que “envelhecer não é para frouxos.”
É verdade.
A mente humana é incapaz de representar a própria finitude.
“Não tem jeito, é uma impossibilidade lógica”, interpreta Alfredo Simonetti.
Ele se lembra  de uma paciente que tentava explicar o seu medo de submeter-se  a uma cirurgia: “O que eu tenho medo é de acordar morta depois da anestesia”.
Ou seja, morre, mas  acorda, coisa de vivo.
Termino com um trecho de um livro que estou lendo (“Dublinesca”), de Enrique Vila-Matas, autor também de “Doutor Pasavento”, um dos mais instigantes  romances que li nos últimos anos: (...) “Envelhecer é uma desastre. O lógico seria que todos os que vêem declinar suas vidas gritassem de espanto, não se resignassem a  um futuro de queixo caído e baba irremediável, e ainda menos a esse brutal despedaçar-se que é a morte, porque morrer é rasgar-se em mil pedaços que começam a se dispersar vertiginosamente para sempre, sem testemunhas.”
(Não, não acredito – do coração – que envelhecer seja um desastre. Depende de quem envelhece.
 Finita, áspera, injusta, luminosa e tudo o mais, a vida é uma  dádiva – bênção.)
E assim será para sempre, até depois de a deixarmos.
Sêneca – há tantos séculos –  já ensinava que “O tempo cura o que a razão não consegue curar”.
Parodiando ou quase “copiando” poeta Drummond: que há terra há de comer, mas não coma já...
(Salvador, novembro de 2011)

AUTORA: CÉLIA LABANCA



CÉLIA LABANCA é pernambucana do Recife. É Bacharel em Direito, e atualmente dirige o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco – MAC.PE.


ROMANCES:

A HISTÓRIA COMUM DE UMA MULHER QUALQUER – Editora Bagaço, PE. - AMINTA – Editora Bagaço, PE. - A NOITE TEM RAZÃO – Editora Bagaço, PE.



ANTOLOGIAS:

TALENTO DELAS – Coordenação Joyce Cavalccante, Presidente da REBRA. Scortecci Editora, SP - CAMINHOS DO CORAÇÃO – Coordenação da Scortecci Editora. Oficina do Livro Editora, S.P. - TALENTO BRASILEIRO EM PROSA E VERSO – Coordenação Joyce Cavalccante, Presidente da REBRA. Scortecci Editora, S.P. - PECADOS DE NATAL – Coordenação Joyce Cavalccante, Presidente da REBRA. Scortecci Editora, S.P. - CEIA DE NATAL E OUTRAS CEIAS – Coordenação das escritoras Laura Areias, e Lourdes Sarmento. Editora Bagaço, PE. - O PLANETA FEITO QUINTAL – Coordenação Lourdes Nicácio, Lúcio Ferreira, e Telma Figueiredo Brilhante. Editora Novo Horizonte, PE. - SHOW DE TALENTOS EM PROSA E VERSO. – Editora Rebra Selo Editorial, SP. - LE GRAND SHOW DES ÉCRIVAINES BRÉSILIENNES – Editora Yvelinedition, França, Paris. - O SILENCIO DE DEUS – Coordenação Tarcísio Laureano dos Santos – Editora Gráfica Rápida, PE. - O INDISCUTÍVEL TALENTO DAS ESCRITORAS BRASILEIRAS – Editora REBRA Selo Editorial, SP.



MAIS:
É articulista do Jornal Folha de Pernambuco. Tendo vários dos seus textos incluídos nos Anais da Assembleia Legislativa do Estado. Tem seu livro “AMINTA” citado em 16 páginas do livro “ROMANCISTAS DOS RECIFE” do escritor Abdias Moura, membro da Academia de Letras de Pernambuco, e o Prefácio do livro “A HISTÓRIA COMUM DE UMA MULHER QUALQUER” publicado no Jornal Folha de São Paulo pelo autor Marcos Vinícios Vilaça, Presidente da Academia Brasileira de Letras. Tem o título de "Grão Mestre da Ordem dos Guararapes" outorgado pelo Governo do Estado em 1991, por serviços prestados à cultura de Pernambuco. – É portadora do "Diploma Literário Mulheres que Mudaram a História de Pernambuco" outorgado pela Casa da Imprensa, com o apoio da  União de Escritores Brasileiros - UBE.PE, da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe, do Fórum das Mulheres Advogadas do Mercosul, do Gabinete Português de Leitura, e da Cooperativa das Médicas do Brasil, em 2010. 

CONTOS, TEXTOS E POESIAS:

Na Europa? Encontre os livros de Célia Labanca na Livraria Varal do Brasil, de Genebra

Livro: O Homem Concha - A Casa do Penhasco

O homem-concha nasceu adulto. Apareceu na praia em uma noite de tormenta. Trazia colada às costas uma grande concha, na qual se escondia dos perigos do mundo exterior. Viveu solitário por meses, até ser encontrado por um velho, que o acolheu em seu lar, ensinando-o a falar, comer, vestir-se... Tornou-se amigo de dois cães, pelos quais arriscou a estabilidade do seu mundo perfeito.
O homem-concha é uma personagem fantástica e simbólica, sobretudo divertida, que enfrenta as maldades do mundo com uma alma pura e simples.
A Casa do Penhasco é o primeiro de quatro volumes dedicados a contar as aventuras do homem-concha.

Está na Europa? Encontre este livro e muitos outros na Livraria Varal do Brasil de Genebra (www.livrariavaral.com)

Show beneficente ajuda crianças portadoras do vírus HIV na Bahia

Por: Valdeck Almeida de Jesus



A Maratona do Bem – 1ª Edição, "Vermelho Bahia" um show de solidariedade, traz grandes artistas e celebridades que se unem para ajudar as crianças com HIV do IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macêdo, e o ACCABEM – Associação Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes.

A jornada começa às 13:00h e termina às 19:00 no dia 22 de dezembro de 2011, na quadra coberta do Colégio Acadêmico, em Lauro de Freitas-BA. Para participar é só trocar 3kg de alimentos pelo ingresso no dia do evento, ou nos postos de trocas distribuídos na Rádio Lauro de Freitas FM.

A Instituição Beneficente Conceição Macedo (IBCM) é uma organização sem fins lucrativos, que atua na prevenção do HIV/AIDS desde 1989 e apoia as pessoas que convivem com o vírus. A IBCM tem como missão a redução da vulnerabilidade ao HIV/AIDS, especialmente da população de rua e da população em situação de maior risco social; a prevenção e adesão ao tratamento de DST/AIDS; a segurança alimentar; o combate a todas as formas de discriminação; e ainda, a defesa dos direitos e a inserção produtiva das pessoas portadoras do HIV/AIDS. Conheça mais no site; www.ibcmaids.org.br

A ACCABEM é um hospital de abrigo para idosos deficientes físicos, localizado no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, cujo funcionamento depende de doações e trabalhos voluntários. É uma entidade filantrópica, registrada nos devidos órgãos governamentais brasileiros, com total transparência de suas ações por parte de um grupo de coordenadores que fundou a instituição. Visitem o site e conheçam mais a ACCABEM: www.accabem.org.br

O Reconhecimento
Durante o evento será lançado o troféu Conceição Macêdo, que premiará, em 2012, as empresas, personalidades, artistas e pessoas que contribuíram para o crescimento do IBCM – Instituição Beneficente Conceição Macêdo durante os 16 anos de fundação. O 1º de dezembro em 2012 não será o mesmo após esta iniciativa do Relações Públicas Vagner Paixão, do radialista Silva Júnior e das estudantes de jornalismo Silvia Helena, Michele D'Avila e Keyti Souza.



CONTATOS
Vagner Paixão
Idealizador
71 8855-4379

Silva Júnior
Marketing/Propaganda
71 8873-2760 e 9660-9840

Keyti Souza
Comunicação/Assessora de Imprensa
71 9138-3978 e 8308-1170

Silvia Helena
Produção Executiva
71 8796-9847

Michele D'Avila
Comercial/Captação de recursos
71 9257-3287

Blog Oficial do Evento:
http://vermelhobahia.blogspot.com/2011/11/um-show-de-solidariedade-1-edicao.html

Fonte:
http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=3360004

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=47720

http://www.comunique-se.com.br/conteudo/materia_prima/ver_materia_prima.asp?menu=MP&id_post=211576&caller=index.asp

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